Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

3 min leitura

Emissões da indústria do vestuário aumentam 6,3% num ano

Crescimento da utilização de fibras, sobretudo poliéster de origem fóssil, voltou a impulsionar a pegada carbónica do setor.

03 Set 2026 - 16:38

3 min leitura

Foto: Magnific

Foto: Magnific

As emissões de gases com efeito de estufa (GEE) da indústria mundial de vestuário aumentaram 6,3% entre 2023 e 2024, pelo segundo ano consecutivo, impulsionadas sobretudo pelo crescimento da utilização de fibras, em particular de poliéster produzido a partir de petróleo, revela o Apparel Impact Institute (AII, na sigla inglesa).

A organização aponta, contudo, alguns desenvolvimentos de descarbonização do setor, nomeadamente pela energia utilizada, pela eletrificação dos processos e pelo acesso a financiamento como para reduzir as emissões operacionais do setor.

No relatório anual que avalia o progresso de descarbonização da indústria do vestuário quantificando as emissões ao longo de toda a cadeia de valor mundial, a AII dá conta de que se registou aumento das GEE pelo segundo ano consecutivo.

No entanto, o relatório salienta que, à medida que a indústria do vestuário continua a crescer, a descarbonização da energia constitui uma via comprovada para reduzir as emissões operacionais e melhorar a resiliência das empresas, independentemente das tendências de produção de fibras.

O relatório apresenta exemplos de progresso na descarbonização por parte de marcas e fornecedores de diferentes segmentos da cadeia de valor. Em 2025, cerca de 33% da energia utilizada pelas principais fábricas da PUMA provinha de fontes renováveis, ultrapassando a meta de 25% estabelecida para esse ano.

Da mesma forma, a fabricante Shenzhou International Group Holdings, que fornece empresas como a Uniqlo, indicou que a eletricidade proveniente de fontes renováveis representou mais de 60% do seu consumo total de eletricidade em 2024, com 10 fábricas alimentadas a 100% por eletricidade renovável. A empresa reduziu também as suas emissões de Âmbito 1 e 2 em 16,8% entre 2020 e 2024.

Entre 2022 e 2025, o H&M Group registou progressos significativos na eliminação do carvão da sua cadeia de abastecimento, reduzindo de 118 para 10 o número de fábricas de fornecedores dos níveis Tier 1, 2 e 3 que utilizavam caldeiras a carvão no local.

O relatório alerta, contudo, para barreiras financeiras e estruturais que dificultam a descarbonização à escala necessária. Uma parte significativa das emissões está concentrada nos fornecedores, que enfrentam dificuldades no acesso a capital, limitações tecnológicas, falta de acesso a energias renováveis e constrangimentos nas infraestruturas das redes elétricas. Para acelerar a redução das emissões, o Aii recomenda quatro prioridades: transformar os compromissos climáticos em projetos concretos de eletrificação, energias renováveis e eficiência energética; facilitar o financiamento e apoiar os fornecedores; medir e replicar as soluções que apresentam resultados; e garantir reduções absolutas das emissões, em paralelo com o crescimento da produção e a adoção de modelos de negócio circulares.

“As energias renováveis e a eletrificação são componentes fundamentais da ação climática global. O progresso da indústria da moda na expansão das tecnologias de eficiência e eletrificação, bem como uma mobilização mais eficaz de capital, pode oferecer um roteiro para outros setores”, refere Kurt Kipka, Chief Impact Officer do Aii. E acrescenta: “À medida que nos aproximamos da COP31, esperamos que a indústria e os governos reconheçam a importância de soluções de energia limpa e calor limpo para apoiar a descarbonização do setor”.

 

 

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade