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Investimento em data centers em Espanha poderá “fugir” das novas regulações para Portugal
Portugal parece dispor de condições regulatórias favoráveis à instalação de centros de dados, ao contrário de Espanha, caso o novo projeto-lei proposto pelo governo espanhol seja aprovado. Consulta pública das medidas termina sexta-feira.
03 Set 2026 - 08:15
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Foto: Magnific
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Portugal pode vir a ser o principal destino do investimento previsto para data centers em Espanha, caso as novas medidas propostas pelo Governo espanhol para regulamentar o setor venham a ser aprovadas.
Segundo o jornal espanhol elEconomista, o país é visto um possível beneficiário, graças a fatores como o acesso à energia, preços competitivos, boas conexões de telecomunicações e excelente localização geográfica. Portugal dispõe ainda de condições regulatórias favoráveis, ao contrário de Espanha, caso o novo projeto-lei proposto pelo governo seja aprovado.
Além de Portugal, outros países europeus, como Itália, França e Polónia, também podem vir a receber projetos de investimento de Espanha.
Segundo o jornal, as empresas com capacidade de acesso igual ou superior a 1 gigawatt temem um impacto severo das regulamentações que exigirão que os data centers demonstrem um consumo de energia renovável de 80% por hora, em vez de anualmente.
Além disso, o projeto, cuja consulta pública termina nesta sexta-feira, exige que exista uma correlação entre cada megawatt consumido e cada megawatt de energia renovável gerado nos 18 meses anteriores.
A associação patronal SpainDC estimou, na última semana a perda de entre 53,6 e 60,3 mil milhões de euros, uma vez que um cenário restritivo das novas medidas poderia reduzir o investimento direto e indireto, estimado em 67 mil milhões de euros entre 2026 e 2030, entre 80% e 90%.
Assim, o mercado prepara-se agora para que a futura regulamentação da sustentabilidade energética, da sustentabilidade ambiental, da resiliência e dos requisitos de soberania digital “afaste o investimento de Espanha, a menos que haja uma mudança radical” na redação das regulamentações propostas pelo governo.
“Estamos a falar de empresas que tomam decisões de investimento de longo prazo relacionadas a terrenos, financiamento, construção, equipamentos, contratos de energia e acordos com terceiros. As regras podem mudar, mas se isso acontecer de forma estrutural e com prazos de seis meses para adaptação, surge um problema muito sério de segurança jurídica e proporcionalidade “, afirma Emilio Díaz, presidente da SpainDC, ao elEconomista.
No entanto, de acordo com o elEconomista, o Ministério da Transformação Digital e da Administração Pública está disponível para discutir todos os detalhes com o setor, “a fim de chegar a um acordo razoável para todos”.
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