2 min leitura
Duas empresas portuguesas criam método de reaproveitamento de vestuário profissional
Programa Reuse & Repair garante redução de 90% da pegada carbónica e de 60% dos custos. O projeto já está a ser aplicado na Sata e na Smartlynx e está a ser avaliado por companhias globais.
29 Set 2025 - 08:01
2 min leitura
Foto: Freepik
- EasyJet implementa plataforma para evitar 10 mil toneladas de CO2 por ano
- Metropolitano de Lisboa vai ter em conta eficiência ambiental na reabilitação dos acessos mecânicos de cinco estações
- Mais 4,2 ME para apoiar recuperação ambiental de municípios afetados pelas tempestades
- Central solar em Mogadouro recebe 246 participações em consulta pública
- Reabilitação da Fábrica de Gelo de Sines vai seguir critérios ambientais
- ICNF apela à preservação das serras no afluxo esperado para observação do eclipse solar
Foto: Freepik
Para duplicar o ciclo de vida do vestuário profissional e promover a sua reutilização, duas empresas portuguesas desenvolveram um método que permite circularidade dos têxteis e uma redução de 60% dos custos e de 90% da pegada carbónica.
A SKYPRO, fornecedora de uniformes e calçado para companhias aéreas de todo o mundo, e a HygiCo, empresa de higienização e manutenção de fardamentos para setores como o farmacêutico, uniram-se para criar o programa Reuse & Repair.
Em comunicado, as parceiras explicam que o projeto já está a ser aplicado na Sata e na Smartlynx, além de já ter sido premiado internacionalmente e estar agora a ser avaliado por grandes companhias globais.
As empresas concluíram que, por exemplo, fabricar um blazer para um piloto de aviação produz cerca de 24 kg de dióxido de carbono equivalente, enquanto o processo de reutilização produz apenas 1,5kg.
“Neste caso, o que estamos a poupar em termos de emissões equivale ao trabalho de mil árvores durante um ano. É uma estimativa, porque este cálculo depende de muitos fatores. Mas é suficientemente real para nos dar uma perspetiva da dimensão do problema e do impacto que a reutilização têxtil pode ter. Reciclar consome recursos. Reutilizar preserva valor”, declara o CEO da SKYPRO, Jorge Pinto.
Sobre a qualidade dos tecidos, o CEO da HygiCo, Carlos Oliveira, diz: “Falamos de um programa que garante que cada peça é profissionalmente reparada, recondicionada, inspecionada e reutilizada em condições impecáveis, a ponto de se tornar indistinguível mesmo para quem usa. Em todos os testes realizados, foi possível recuperar sempre mais de 50% das peças usadas para níveis de qualidade equivalentes aos de uma peça nova”.
Os dados apresentados ajudam na reflexão da sustentabilidade, sobretudo na indústria têxtil, uma das mais poluentes do mundo. Jorge Pinto defende que num uniforme as “pequenas reparações” e o “processo rigoroso de higienização” desenvolvido pela HygiCo é mais eficiente do que desfazê-lo e começar do zero.
“Demonstramos que a reutilização permite ganhos reais, sem sacrificar a qualidade. E com isso demostramos que a economia circular não é só uma ideia bonita, é uma estratégia empresarial inteligente”, reitera o CEO da SKYPRO.
- EasyJet implementa plataforma para evitar 10 mil toneladas de CO2 por ano
- Metropolitano de Lisboa vai ter em conta eficiência ambiental na reabilitação dos acessos mecânicos de cinco estações
- Mais 4,2 ME para apoiar recuperação ambiental de municípios afetados pelas tempestades
- Central solar em Mogadouro recebe 246 participações em consulta pública
- Reabilitação da Fábrica de Gelo de Sines vai seguir critérios ambientais
- ICNF apela à preservação das serras no afluxo esperado para observação do eclipse solar