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Empregos verdes na UE aumentaram em 2,2 milhões desde 2014
Crescimento acelerado da economia ambiental supera o da economia global, impulsionado pela energia renovável, eficiência energética e valorização de resíduos, revelam dados do Eurostat.
08 Abr 2026 - 16:14
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Os empregos verdes na União Europeia subiram em 2,2 milhões na última década, passando de 3,6 milhões de trabalhadores a tempo inteiro em 2014 para 5,8 milhões em 2023. O aumento representa um crescimento médio anual de 5,5%, segundo dados divulgado pelo Eurostat nesta quarta-feira.
A economia ambiental gerou 1.327 mil milhões de euros de produção e 492 mil milhões de euros de valor acrescentado bruto em 2023. O Eurostat constata que, entre 2014 e 2022, o emprego e o valor acrescentado bruto cresceram mais rapidamente na economia ambiental do que na economia global. Comparando com 2022, o emprego neste setor cresceu 4,2% em 2023, partindo de 5,6 milhões de trabalhadores a tempo inteiro.
O emprego na economia ambiental inclui atividades de proteção ambiental, como gestão de resíduos e águas residuais e outras atividades de proteção ambiental. Integra também atividades de gestão de recursos, como medidas de eficiência energética na construção, produção de energias renováveis e gestão florestal.
O emprego centrado no ar limpo e na energia, incluindo a produção de energia renovável e a de carros elétricos, cresceu 1,7 vezes desde 2014. O número de empregos a tempo inteiro noutros domínios cresceu a um ritmo semelhante, superior a 1. Os trabalhos relacionados com energias renováveis subiram de 0,6 milhões de equivalentes a tempo inteiro em 2014 para 1 milhões em 2023, ou seja, um aumento de 70%.
Outro grande contribuinte para o emprego ambiental é a gestão de resíduos e a valorização de materiais, com o número de postos de trabalho a aumentar de 0,9 milhões a tempo inteiro em 2014 para 1,3 milhões em 2023 (aumento global de 34%). Em comparação, o emprego relacionado com a gestão de águas residuais aumentou no mesmo período em 37%, passando de 0,4 milhões para 0,6 milhões.
O aumento dos preços, da energia, do petróleo e do gás natural nos últimos anos “é um fator determinante que estimula a produção de energia renovável, bem como a melhoria da eficiência energética na construção”, adiciona a divulgação do Eurostat.
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