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Energias renováveis poupam 8 milhões de euros por dia ao Reino Unido, enquanto preços do gás disparam

Produção eólica e solar assegurou 40% da eletricidade no primeiro mês do conflito no Médio Oriente e mitigou impacto da subida do gás, cuja fatura teria sido 52% mais elevada sem o reforço das renováveis.

09 Abr 2026 - 08:55

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Foto: Freepik

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Nas primeiras quatro semanas da guerra no Médio Oriente, a crescente área de parques eólicos e solares no Reino Unido conseguiu atenuar as contas elevadas de gás no Estado soberano, proporcionando uma poupança líquida de 7 milhões de libras por dia (cerca de 8 milhões de euros, ao câmbio atual), revela uma nova análise da Ember.

Nesse período, o custo da produção de energia a gás aumentou 42%, atingindo 110,42 libras/megawatt-hora (MWh), contra 77,75 libras/MWh na semana anterior ao início da guerra. A Ember registou que a energia eólica e solar supriram 40% da procura de eletricidade, enquanto o gás representou 23%.

“Isto demonstra que, mesmo antes de as metas de implantação serem plenamente alcançadas, a energia eólica e a energia solar já estão a reduzir a nossa dependência do gás e a proporcionar poupanças reais”, afirma a coautora do relatório, Josie Murdoch.

Desde o início da última crise energética, em 2021, o Reino Unido expandiu em mais de um quarto (28%) a sua capacidade energética eólica e solar, elevando o total para cerca de 55 gigawatts. Essa expansão reduziu a produção de energia derivada do gás em março de 2026 em 39%, face ao mês homólogo de 2021.

A Ember explica que, se a produção de gás tivesse permanecido nos mesmos níveis de 2021, o custo do gás utilizado para a produção de energia nas primeiras quatro semanas da atual crise teria sido 52% mais elevado.

O Reino Unido “está agora mais bem preparado do que há cinco anos, tendo construído 130 parques eólicos e solares desde a última crise”, descreveu o também coautor do relatório, Frankie Mayo. Por essa razão, concluiu: “Estamos num bom caminho, mas temos de continuar a construir energias renováveis para reduzir ainda mais a dependência do gás volátil e reforçar a segurança energética”.

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