2 min leitura
Ferbgás vai construir unidade de biometano em Benavente
O investimento de 20 milhões de euros vai permitir produzir cerca de 40 gigawatts-hora por ano de biometano, o equivalente ao consumo anual de aproximadamente 8.000 habitações.
04 Set 2025 - 16:15
2 min leitura
Foto: Ferbgás
- Porto com informação sobre autocarros em tempo real no WhatsApp
- Zona de Emissões Reduzidas de Lisboa vai ter “gémeo digital” para testar políticas públicas
- Câmara de Gavião manifesta-se contra projeto fotovoltaico da Endesa
- Associação espanhola de centros de dados antecipa que novas regras vão comprometer quase 90% dos novos projetos
- Agricultura e pescas receberam 809 milhões de euros em apoios do Governo até agosto
- Importações agroalimentares do Brasil para a UE aumentam 5% no primeiro semestre
Foto: Ferbgás
A Ferbgás Renováveis vai investir 20 milhões de euros na construção de uma unidade de produção de biometano no concelho de Benavente, distrito de Santarém, com arranque previsto para o primeiro semestre de 2026, anunciou a empresa nesta quinta-feira.
Segundo um comunicado, a nova infraestrutura terá capacidade para produzir cerca de 40 gigawatts-hora (GWh) por ano de biometano, o equivalente ao consumo anual de aproximadamente 8.000 habitações.
O gás renovável utilizado neste equipamento poderá também ser usado diretamente nos setores industrial, agrícola e rodoviário.
“Aquilo que estamos a fazer em Benavente é resolver um problema real para os produtores da região — dar destino ambientalmente adequado aos resíduos, desbloquear crescimento e gerar energia limpa com viabilidade económica”, afirmou Rafael Ferrari, presidente executivo da Ferbgás, citado em comunicado.
Designado “Benavente Bioenergy”, a unidade insere-se no plano estratégico da empresa “para promover a transição energética” e funcionará como recetor de resíduos agropecuários da região, nomeadamente “estrumes e chorumes de explorações de bovinos e pequenos ruminantes”, permitindo aos produtores locais “cumprir exigências ambientais” e expandir a atividade “de forma sustentável”.
Além da produção de energia renovável, o projeto prevê ainda a valorização dos subprodutos, como o biofertilizante resultante da digestão anaeróbia, que será devolvido à economia agrícola local.
“Promove-se assim a fertilização orgânica dos solos e encerra-se o ciclo da economia circular”, lê-se no comunicado.
De acordo com a nota, a entrada em funcionamento está prevista para o início de 2027 e estima-se a criação de 10 a 15 postos de trabalho diretos e mais de 30 empregos indiretos nas áreas de logística, manutenção, operação agrícola e serviços.
A empresa refere que este investimento faz parte de um plano mais amplo, que prevê aplicar mais de 200 milhões de euros na construção de 10 unidades de produção de biometano em Portugal até 2030, adiantando que está também a desenvolver o seu primeiro projeto internacional em Espanha.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
- Porto com informação sobre autocarros em tempo real no WhatsApp
- Zona de Emissões Reduzidas de Lisboa vai ter “gémeo digital” para testar políticas públicas
- Câmara de Gavião manifesta-se contra projeto fotovoltaico da Endesa
- Associação espanhola de centros de dados antecipa que novas regras vão comprometer quase 90% dos novos projetos
- Agricultura e pescas receberam 809 milhões de euros em apoios do Governo até agosto
- Importações agroalimentares do Brasil para a UE aumentam 5% no primeiro semestre