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Ferry elétrico “voador” reduz emissões e tempo de viagem em Estocolmo
Relatório oficial aponta corte de 94% nas emissões, aumento de passageiros no sistema de transportes públicos e benefícios económicos de 12 milhões de euros.
27 Fev 2026 - 17:24
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Foto: Candela P-12
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Foto: Candela P-12
A introdução do ferry elétrico “voador” Candela P-12 no sistema de transportes públicos de Estocolmo reduziu para quase metade o tempo de viagem numa das principais ligações fluviais da capital sueca e cortou 94% das emissões de dióxido de carbono, em comparação com as embarcações a diesel. As conclusões constam de um relatório oficial da Administração Sueca de Transportes, que classifica o projeto como “um sucesso em todos os parâmetros”.
A embarcação, desenvolvida pela empresa sueca Candela, passou a operar na Rota 89, entre o subúrbio de Ekerö e o centro de Estocolmo, no âmbito da rede pública SL. O trajeto, que em ferries convencionais a diesel demorava cerca de 55 minutos, é agora realizado em aproximadamente 30 minutos.
Estocolmo, muitas vezes apelidada de “Veneza do Norte”, tem nos ferries quase metade das emissões totais do seu sistema de transportes públicos, apesar de estes atraírem um número reduzido de passageiros, penalizados por viagens lentas e partidas pouco frequentes.
O relatório indica que com o Candela P-12, a procura na linha aumentou 22,5%. A experiência foi avaliada positivamente por 95% dos passageiros, um desempenho superior ao de outros meios de transporte na cidade.

Tecnologia de “hidrofoil” permite voar sobre a água
O P-12 é o primeiro ferry elétrico com tecnologia de “hidrofoil” produzido em série. A embarcação eleva-se acima da superfície graças a asas subaquáticas controladas por computador, reduzindo “drasticamente o atrito com a água e o consumo energético”, segundo o comunicado divulgado neste mês.
Essa solução permite combinar maior velocidade e autonomia apenas com recurso a baterias, sem necessidade de infraestruturas de carregamento extensivas. Segundo o relatório, os custos de operação e manutenção são inferiores aos dos ferries a diesel.
Os cálculos oficiais mostram que a ondulação gerada pelo P-12 atinge apenas 13 centímetros, semelhante à de uma pequena embarcação com motor fora de borda, e é significativamente inferior à de ferries convencionais de dimensão semelhante. O ruído é equiparável ao de um automóvel com pneus de verão a circular a 45 km/h, sendo praticamente impercetível a 25 metros de distância.
Uma simulação incluída no relatório aponta que a substituição de dois ferries a diesel por seis unidades P-12 permitiria aumentar as partidas para intervalos de 15 minutos (face à atual frequência de uma por hora) e elevar a capacidade de passageiros em 150%. O benefício socioeconómico global poderá atingir 119 milhões de coroas suecas, cerca de 12 milhões de euros, ao mesmo tempo que o custo por viagem diminui.
Para o fundador e diretor executivo da Candela, Gustav Hasselskog, a avaliação oficial confirma o potencial transformador do projeto. “Podemos desbloquear um transporte fluvial mais rápido, limpo e eficiente para cidades em todo o mundo”, afirmou, citado em comunicado.
A empresa está a aumentar a produção na sua fábrica de Estocolmo para 40 embarcações por ano. As primeiras entregas internacionais estão previstas já para este ano, com encomendas para cidades como Mumbai, Berlim e destinos nas Maldivas e na Tailândia.
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