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Geopolítica e IA ditam fim da transição energética linear e redefinem mercados
S&P Global indica que a transição previsível de combustíveis fósseis para energias limpas deu lugar a uma transição volátil e complexa. Segurança energética e crescimento económico impõem-se como objetivos.
23 Mar 2026 - 14:50
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A instabilidade geopolítica e as crescentes necessidades de energia para servir tecnologias de inteligência artificial (IA) estão a alterar o paradigma expectável de uma transição energética linear para dar lugar a uma transição volátil e complexa. A razão está na necessidade de os países e as organizações garantirem primeiro a segurança energética e o crescimento económico. Assim, em vez de um caminho direto rumo à descarbonização, a transição tornou-se irregular e multifacetada, exigindo um equilíbrio constante entre sustentabilidade, custo, segurança energética e crescimento económico, conclui a consultora no relatório “O Futuro da Energia”.
De acordo com a análise, a crescente procura de energia está a acelerar a pressão sobre os sistemas elétricos. Estima-se que o consumo energético dos centros de dados possa crescer entre 12% e 16% ao ano até 2030, contribuindo para restrições na oferta e aumento dos preços da eletricidade.
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A consultora refere também que o panorama energético registou alterações significativas nos últimos 12 meses, com a procura de eletricidade a acelerar, políticas globais de energia e clima a mudar e empresas energéticas a reavaliar os seus portfólios e estratégias de investimento.
“A era de ver a transição energética como um caminho linear rumo à descarbonização chegou ao fim”, disse Atul Arya, vice-presidente sénior da S&P Global Energy. “No seu lugar, surge um imperativo mais imediato: construir sistemas energéticos capazes de sustentar o crescimento económico num mundo cada vez mais incerto. Esta mudança tem consequências profundas sobre como as empresas investem, como os governos regulam e como os mercados funcionam”, acrescenta.
A análise é publicada quando está em curso a guerra no Médio Oriente, considerada pela S&P Global como um dos momentos “mais historicamente significativos” nos mercados energéticos globais.
A procura de eletricidade está a crescer mais rapidamente do que o previsto, o que, segundo a consultora, criou restrições de oferta, aumento dos preços de retalho e respostas regulatórias que apresentam riscos importantes para entidades do setor público e privado na cadeia de valor da energia.
“Num contexto global em rápida evolução e expansão, a necessidade de garantir energia fiável e sustentável nunca foi tão urgente”, assinala Dave Ernsberger, presidente da S&P Global Energy.
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