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Gigantes tecnológicas enfrentam pressão de acionistas sobre impacto ambiental dos centros de dados

Acionistas exigem transparência à Amazon, Microsoft e Google quanto ao consumo de água e de recursos naturais necessários para a operação de centros de dados.

08 Abr 2026 - 07:50

3 min leitura

Foto: Freepik

Foto: Freepik

Nos últimos meses, gigantes do setor tecnológico como a Amazon, Microsoft e Google (Alphabet) viram-se obrigadas a reavaliar os seus projetos de construção de centros de dados, de vários milhares de milhões de dólares, devido à crescente oposição das comunidades locais. Agora, surge uma nova pressão do lado dos acionistas, que exigem mais transparência sobre o impacto ambiental destas operações, especialmente no que diz respeito ao consumo de água e à utilização de recursos naturais.

A Trillium Asset Management, uma empresa de investimentos com sede em Boston, foi uma das primeiras a levantar a questão, propondo uma resolução à Alphabet (empresa-mãe do Google) que questiona como é que a empresa irá cumprir as suas metas climáticas perante o aumento das necessidades energéticas de seus centros de dados.

Em 2020, a Alphabet comprometeu-se a reduzir suas emissões pela metade e a utilizar fontes de energia sem carbono até 2030. Citada pela agência Reuters, a Trillium nota que as emissões aumentaram em 51% desde o anúncio, deixando os investidores preocupados e “no escuro” sobre a viabilidade dessas promessas.

Além disso, o crescente uso de água pelas empresas tecnológicas, essencial para o resfriamento dos centros de dados, também é alvo de críticas. De acordo com dados da Mordor Intelligence, os centros de dados nos Estados Unidos consumiram quase 1 bilião de litros de água em 2025, o que equivale ao consumo anual de Nova Iorque.

Apesar de iniciativas para utilizar sistemas de refrigeração em circuito fechado, que consomem menos água, a Reuters detetou que as empresas não têm sido totalmente transparentes quanto aos dados de consumo. A Meta, por exemplo, divulgou dados apenas sobre as suas instalações próprias, deixando de fora aquelas alugadas ou em construção.

A Amazon, em particular, tem sido criticada pela falta de dados claros sobre o consumo total de água, fornecendo apenas informações por unidade de energia consumida. A empresa, contudo, alegou que está a divulgar cada vez mais dados concretos e a investir em soluções de eficiência energética e redução do consumo hídrico.

A Microsoft, por sua vez, afirmou que a sustentabilidade ambiental é um “valor fundamental” e que a empresa está a trabalhar para acelerar soluções de impacto a longo prazo.

Jason Qi, analista da Calvert Research and Management, destacou que as informações disponíveis até agora não são suficientes. “Não vimos as empresas divulgarem informações adequadas sobre o seu consumo de água e o impacto na comunidade local”, afirmou Qi, citado pela Reuters.

Por sua vez, Dan Diorio, vice-presidente da Data Center Coalition, um grupo que inclui quatro grandes empresas tecnológicas, acredita que a melhoria da comunicação com as comunidades tornou-se uma prioridade. “É crucial sermos transparentes com os residentes sobre o consumo de energia e água, para que possam compreender que os projetos não sobrecarregarão os seus recursos”, defendeu.

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