3 min leitura
Governo reforça para 66,3 ME verba para concluir Sistema de Mobilidade do Mondego
Nova autorização de despesa prevê 35,9 milhões para 40 veículos e sistema de carregamento de baterias e 16,9 milhões de euros para a construção de infraestruturas.
02 Out 2026 - 06:46
3 min leitura
Foto Metro Mondego
- Transição Energética em Portugal e nos PALOP: percursos diferentes, aprendizagens partilhadas
- Retalho automóvel prevê forte transformação do pós-venda com avanço dos elétricos
- BCSD Portugal assinala 25 anos com 370 empresas e lança Visão 2050
- Espanha falha plano de preparação para crises elétricas e é alvo de processo de Bruxelas
- Obrigações verdes da UE sob escrutínio do Tribunal de Contas Europeu
- PS de Almeida preocupado com exploração de lítio em Espanha junto à fronteira
Foto Metro Mondego
O Governo aumentou para 66,3 milhões de euros o limite de despesa autorizado à Metro Mondego para investimentos e serviços necessários à operacionalização do Sistema de Mobilidade do Mondego, depois de considerar insuficiente a verba anteriormente aprovada para concluir o projeto.
A nova autorização, definida em Conselho de Ministros, reprograma os encargos por componente e para os próximos anos.
Do montante global, 16,85 milhões de euros destinam-se ao projeto e empreitada de construção do Parque Material e Oficinas/Estação de Recolha, em Sobral de Ceira, Coimbra, incluindo a assessoria a estudos e projetos e a gestão e fiscalização da empreitada.
Para a aquisição de 40 veículos e do sistema de carregamento de baterias, incluindo a assessoria técnica ao concurso e a ligação à rede elétrica, está autorizado um montante máximo de 35,91 milhões de euros, segundo a resolução.
A decisão surge depois de o Governo ter concluído que os montantes definidos na resolução de 2025 eram insuficientes para a conclusão destas duas componentes.
Recorde-se que a primeira fase do Sistema de Mobilidade do Mondego entrou em funcionamento em dezembro passado.
Desenvolvido pela Infraestruturas de Portugal e pela Metro Mondego, o projeto inclui a adaptação do antigo canal ferroviário para um sistema BRT (Bus Rapid Transit), a requalificação do espaço público urbano de Coimbra e a aquisição de autocarros elétricos, para operar de forma integrada com outros modos de transporte urbano.
“A mobilidade na Região de Coimbra está a ser transformada através da implementação do Metrobus, um sistema de transporte público de passageiros em modo rodoviário, totalmente elétrico e em canal dedicado”, refere a Metro Mondego.
O Metrobus já circula entre os municípios de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã, “sendo um modo de transporte de características compatíveis com a circulação em meio urbano e suburbano”, acrescenta o operador no seu site.
Estima-se que o sistema transporte cerca de 13 milhões de passageiros por ano, numa extensão total de rede de 42 quilómetros. O sistema também visa contribuir para a redução das emissões de gases com efeitos de estufa e para a melhoria da qualidade do ar.
De referir que, desde esta quinta-feira, 1 de outubro, a Metro Mondego passou a ter apenas o tarifário intermodal MOVE-C, que permite viajar em vários operadores da região de Coimbra com um só título de transporte.
- Transição Energética em Portugal e nos PALOP: percursos diferentes, aprendizagens partilhadas
- Governo reforça para 66,3 ME verba para concluir Sistema de Mobilidade do Mondego
- Retalho automóvel prevê forte transformação do pós-venda com avanço dos elétricos
- BCSD Portugal assinala 25 anos com 370 empresas e lança Visão 2050
- Espanha falha plano de preparação para crises elétricas e é alvo de processo de Bruxelas
- Obrigações verdes da UE sob escrutínio do Tribunal de Contas Europeu