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Governo vai estudar enterramento de linhas elétricas em zonas de risco climático
Estudo encomendado pela DGEG deverá estar concluído em seis meses e avaliará soluções técnicas para adaptar o Sistema Elétrico Nacional às alterações climáticas, na sequência dos estragos causados pela tempestade Kristin.
17 Fev 2026 - 12:08
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Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, com o comissário europeu da Energia | Foto: Sara Matos / MAEN
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Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, com o comissário europeu da Energia | Foto: Sara Matos / MAEN
A fim de adaptar o Sistema Elétrico Nacional (SEN) às alterações climáticas, o Governo anunciou que vai elaborar um estudo que contempla o enterramento total ou parcial das linhas em áreas críticas. “Estamos obrigados a adaptar o sistema elétrico às exigências do presente e necessidades do futuro para evitar disrupções de serviço e assegurar a segurança no abastecimento”, declarou a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.
O estudo pretende identificar os territórios com maior exposição a incêndios rurais ou outros fenómenos extremos, de modo a definir as soluções técnicas mais adequadas. Além do enterramento, será também considerado o reforço das linhas aéreas e avaliado o custo-benefício de cada solução, bem como os impactos na continuidade de serviço e na tarifa, explica o comunicado ministerial divulgado nesta terça-feira. A análise vai ser contratada pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e deverá ficar concluída num prazo máximo de seis meses.
“A tempestade Kristin, que provocou perturbações significativas no SEN, demonstrou a urgência na reavaliação dos critérios de planeamento, designadamente quanto à robustez estrutural das infraestruturas, à seletividade de enterramento de linhas em áreas críticas e à incorporação de métricas de resiliência nos processos de decisão”, evidencia ainda o comunicado.
A tutela acredita que Portugal poderá captar investimento europeu para transformar a rede nacional, uma vez que a Comissão Europeia avançou em dezembro com um reforço no financiamento para este tipo de infraestruturas, através do “Grids Package” (Pacto Europeu de Redes).
A Comissão Europeia propôs modernizar as infraestruturas energéticas para uma circulação eficiente em todos os Estados-membros através do Pacto e da iniciativa “Autoestradas da Energia”. Esta última vai abranger oito pontos críticos em toda a Europa, onde se inclui um corredor de hidrogénio entre Portugal e a Alemanha.
Para Maria da Graça Carvalho, o planeamento e desenvolvimento das redes elétricas “têm de garantir a segurança, fiabilidade e a qualidade do serviço”. O comunicado refere também que o Governo já terminou a revisão da Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas (ENAAC 2030) que, após ter passado por consulta pública, segue para aprovação legislativa.
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