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Reino Unido lança estratégia de fusão nuclear para garantir segurança energética

Plano prevê investimento de 2,93 mil milhões de euros em investigação e construção de uma central protótipo até 2040. Governo reclama que será o primeiro país do mundo com um caminho claro para a fusão comercial.

18 Mar 2026 - 10:01

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Keir Starmer | Foto: Wikipedia

Keir Starmer | Foto: Wikipedia

O Governo do Reino Unido lançou uma nova Estratégia de Fusão, com o objetivo de posicionar o país como líder mundial na energia de fusão nuclear e garantir independência energética a longo prazo.

A iniciativa prevê um investimento de mais de £2,5 mil milhões (€2,93 mil milhões) em investigação e desenvolvimento, incluindo em empresas privadas e infraestruturas, como o projeto protótipo de uma central, em West Burton, Nottinghamshire, com início de construção previsto para 2030 e conclusão em 2040. O Governo reclama que desta forma a Grã-Bretanha será o primeiro país do mundo com um caminho claro para a fusão comercial, que poderá garantir segurança energética duradoura.

A estratégia tem como meta gerar mais de 10 mil empregos, desenvolver competências em fusão, incentivar investimento privado e lançar um enquadramento de mercado pioneiro que permita à energia de fusão alimentar casas e empresas no Reino Unido. Entre os investimentos anunciados estão também £45 milhões (€52,7 milhões) para um supercomputador de IA dedicado à fusão, que segundo o Governo será “o mais poderoso do mundo”, e £50 milhões (€58,5 milhões) para formação e inovação no setor.

“Com a nossa Estratégia de Fusão, estamos a ir mais longe, apoiando a indústria, sustentando mais de 10 mil empregos e abrindo caminho para a solução definitiva de segurança energética a longo prazo: energia limpa, praticamente ilimitada, impulsionada pela engenhosidade e determinação britânicas”, refere o Secretário de Estado da Energia, Ed Miliband.

O Governo sublinha que a fusão, ao replicar a energia do Sol através da fusão de hidrogénio a altas temperaturas, pode fornecer energia limpa, praticamente ilimitada e produzida internamente, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e promovendo crescimento económico sustentável.

O protótipo STEP vai transformar uma antiga região mineira a carvão num centro de energia de fusão de referência mundial, apoiado por £1,3 mil milhões (€1,52 mil milhões) de financiamento. Especialistas do setor consideram a estratégia um passo decisivo para tornar o Reino Unido competitivo num mercado global de fusão estimado em £12 biliões (€14 biliões) na segunda metade do século.

Patrick Vallance, ministro para a Ciência, Inovação, Investigação e Nuclear, refere, por sua vez, que “a Grã-Bretanha vai liderar o caminho na investigação, inovação e desenvolvimento de competências para um futuro de energia de fusão ilimitada. Ao apoiar a nossa indústria de fusão, não estamos apenas a garantir a nossa futura independência energética, mas também — desde a inovação e investigação até aos engenheiros — a proporcionar empregos qualificados em energia limpa para o futuro dos cidadãos britânicos”.

O Governo liderado por Keir Starmer já fez notar que quer alcançar a soberania energética. No início da semana anunciou uma iniciativa inovadora que vai permitir aos cidadãos adquirir painéis solares de baixo custo nos supermercados.

Tratam-se de medidas que visam combater a atual dependência dos mercados de combustíveis fósseis e acelerar a transição para energia limpa produzida internamente.

 

 

 

 

 

 

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