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Hidroelétrica de Cahora Bassa distribui quatro milhões de euros em dividendos aos acionistas

Empresa moçambicana aprovou a distribuição de 61,2% dos lucros de 2025, apesar da seca severa na bacia do Zambeze e da quebra de 30% na produção elétrica.

19 Mai 2026 - 07:57

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Maputo Moçambique | Foto: wikimedia/Hansueli Krapf

Maputo Moçambique | Foto: wikimedia/Hansueli Krapf

A Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB) vai pagar na quinta-feira 297 milhões de meticais (quatro milhões de euros) a acionistas, de dividendos do exercício de 2025, de acordo com informação divulgada hoje pela empresa estatal moçambicana.

Na mesma informação a HCB refere que distribuição de dividendos a acionistas da Série B – cidadãos, empresas e instituições moçambicanas – vai decorrer em 21 de maio e decorre da deliberação sobre a aplicação do resultado líquido do exercício económico de 2025, no total de 7.100 milhões de meticais (95,5 milhões de euros), aprovada na assembleia-geral ordinária de 30 de abril.

Acrescenta que desse montante, 61,2% foram destinados à distribuição de dividendos aos acionistas, enquanto os restantes 38,8% ficaram “retidos para financiar iniciativas estratégicas de investimento, incluindo projetos de reabilitação, modernização e expansão da capacidade de produção de energia”.

Aos acionistas da Série B foi aprovado um dividendo bruto de 0,27 meticais (0,003 euro) por ação, “correspondente a totalidade do resultado líquido por ação do exercício”.

Por sua vez, aos acionistas da Série A, nomeadamente o Estado Moçambicano e a portuguesa Redes Energéticas Nacionais (REN), ficou definido um dividendo de 0,16 meticais por ação (0,002 euro).

A HCB é uma sociedade anónima de direito privado, detida em 85% pela estatal Companhia Elétrica do Zambeze e em 7,5% pela REN. A empresa possui 3,5% de ações próprias, enquanto os restantes 4% estão nas mãos de cidadãos, empresas e instituições moçambicanas.

A albufeira de Cahora Bassa é a quarta maior de África, com uma extensão máxima de 270 quilómetros em comprimento e 30 quilómetros entre margens, ocupando 2.700 quilómetros quadrados e uma profundidade média de 26 metros.

Localizada no centro de Moçambique e das maiores barragens africanas, a HCB registou lucros de 95,5 milhões de euros em 2025, apesar de ter enfrentado “uma das secas mais severas” na região.

De acordo com informação da HCB enviada anteriormente à Lusa, os dados constam das contas de empresa, aprovadas em 30 de abril em assembleia-geral. Destaca-se a produção por aquela barragem, em 2025, de 10.921 GigaWatts-hora (GWh) de eletricidade, um forte recuo (-30%) face a 2024, mas garantindo “a segurança energética do país e da região, mesmo em ambiente de crise hidrológica”.

“[Um] contexto marcado por uma das secas mais severas das últimas décadas na bacia do Zambeze, que condicionou os níveis de armazenamento da albufeira e, consequentemente, o plano de produção energética”, justificou a empresa.

Mesmo neste cenário, acrescenta, a HCB “assegurou o cumprimento dos seus compromissos comerciais, tanto no mercado nacional como na região da África austral”, mantendo o fornecimento de energia à Eletricidade de Moçambique (EDM), à Electricity Supply Commission da África do Sul (Eskom), à Zimbabwe Electricity Supply Authority (ZESA) e aos mercados da Southern Africa Power Pool (SAPP).

Desta forma, foi garantida “a segurança energética do país e da região num contexto de restrições hidrológicas”.

Conta com quase 800 trabalhadores e é uma das maiores produtoras de eletricidade na região austral africana, abastecendo os países vizinhos.

Em 2025, acrescenta a informação anterior, a HCB alcançou receitas na ordem de 344 milhões de dólares (293,2 milhões de euros) e um resultado líquido de 112 milhões de dólares (95,5 milhões de euros), “o que reflete uma gestão prudente dos recursos hídricos e financeiros”.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

 

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