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Projetos de petróleo e gás disparam investimento estrangeiro em Moçambique

A indústria extrativa “manteve a sua posição de maior recetora de fluxos de investimento”, somando 4.421 milhões de euros, representando 91,5 % do total do investimento.

13 Mai 2026 - 09:54

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Foto: Freepik

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O Investimento Direto Estrangeiro (IDE) em Moçambique aumentou 60,2% em 2025, para 5.693 milhões de dólares (4.829 milhões de euros), continuando a ser impulsionado pelos Grandes Projetos (GP) e pela indústria extrativa, segundo dados oficiais.

“A evolução crescente do IDE dos GP, que se observa nos últimos anos, é justificada, essencialmente, pelo aumento do influxo de capitais associados aos projetos da indústria de petróleo e gás, com enfoque nas atividades de prospeção e pesquisa de hidrocarbonetos na bacia do Rovuma, além da revitalização da indústria de carvão e de areias pesadas”, refere um relatório do Banco de Moçambique.

O documento acrescenta que ao longo dos últimos anos, o fluxo de empresas que não fazem parte da categoria dos GP “apresentou um comportamento misto, tendo registado, em 2021, o seu ponto mais alto como reflexo dos investimentos efetuados” por estas entidades, “para responder à procura dos GP, na componente de transportes, armazenagem e comunicações”.

Em 2024, o IDE total em Moçambique foi de 3.553 milhões de dólares (3.014 milhões de euros), segundo o histórico do relatório do banco central. O investimento direto estrangeiro em Moçambique tinha crescido 41,5% em 2024 e 2% em 2023.

Em termos de distribuição setorial do IDE, acrescenta o documento, a indústria extrativa “manteve a sua posição de maior recetora de fluxos de investimento”, somando 5.211 milhões de dólares (4.421 milhões de euros), representando 91,5 % do total do IDE e mais 68,2% face a 2024.

Seguiu-se a indústria transformadora, com 120,9 milhões de dólares (102,5 milhões de euros), equivalentes a 2,1 % do total do IDE, menos 10,4% num ano.

Já as atividades imobiliárias, de aluguer e serviços às empresas registaram um influxo de 66,4 milhões de dólares (56,4 milhões de euros), equivalente a 1,2 %, do total do IDE, aumentando 17,9%.

Moçambique prevê um recorde de IDE em 2026, de 5.880 milhões de dólares (4.988 milhões de euros), impulsionado pelos projetos de gás natural.

Esse crescimento será “influenciado pela implementação de projetos estruturantes na bacia do Rovuma”, de produção de gás natural liquefeito (GNL), referem os documentos de suporte ao Plano Social e Económico e Orçamento do Estado (PESOE) para 2026.

Moçambique tem três megaprojetos de desenvolvimento aprovados para exploração das reservas de GNL da bacia do Rovuma, classificadas entre as maiores do mundo, ao largo de Cabo Delgado.

Um desses projetos é da TotalEnergies e outro da ExxonMobil (18 mtpa), de 30 mil milhões de dólares (26,1 mil milhões de euros), que aguarda decisão final de investimento, ambos em Afungi.

Soma-se o da italiana Eni, que já produz desde 2022 cerca de sete mtpa, a partir da plataforma flutuante Coral Sul, que será duplicada a partir de 2028 com a plataforma Coral Norte, num investimento de 7,2 mil milhões de dólares (6,2 mil milhões de euros).

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

 

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