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Incêndios e alterações climáticas na base do estudo para enterramento de linhas elétricas
Critérios geográficos, climáticos, florestais e de risco sistémico norteiam avaliação do estado do Sistema Elétrico Nacional. O estudo deverá ser entregue dentro de seis meses.
21 Fev 2026 - 10:36
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O estudo sobre o Sistema Elétrico Nacional (SEN) vai identificar áreas críticas com base em critérios geográficos, climáticos, florestais, demográficos e de risco sistémico, incluindo histórico de interrupções, exposição a incêndios rurais, fenómenos meteorológicos extremos, acumulação de carga vegetal, tempo de reposição e relevância das infraestruturas para a segurança de abastecimento.
A formalização desta avaliação foi publicada nesta sexta-feira por despacho em Diário da República. O documento determina a encomenda do estudo pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG). A iniciativa surge na sequência da tempestade Kristin, que em 28 de janeiro causou falhas significativas na rede de transporte e distribuição e evidenciou vulnerabilidades críticas.
“Estes eventos inserem-se num contexto mais amplo de crescente frequência e intensidade de fenómenos climáticos extremos em Portugal, incluindo tempestades, ondas de calor prolongadas, episódios de vento extremo e incêndios rurais de grande dimensão, os quais têm afetado de forma recorrente infraestruturas elétricas aéreas, designadamente nas zonas de interface urbano-florestal”, justifica o executivo no despacho assinado pelo secretário de Estado Adjunto e da Energia, Jean Paulo Gil Barroca.
O estudo, que já havia sido anunciado pela ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, vai analisar soluções técnicas para reforço da rede, incluindo o enterramento seletivo de linhas, reforço de linhas aéreas, soluções híbridas e tecnologias de resiliência, acompanhadas de análise custo-benefício, impactos na continuidade do serviço e efeitos tarifários.
Além da componente técnica, o estudo servirá para adaptar também os planos estruturantes do setor elétrico — o Plano de Desenvolvimento e Investimento da Rede Nacional de Transporte (PDIRT) e o Plano de Desenvolvimento e Investimento da Rede Nacional de Distribuição (PDIRD) -—, garantindo que critérios de resiliência climática sejam incorporados nos próximos ciclos de planeamento. Também será elaborado um plano faseado de implementação, com prioridades, calendário indicativo e identificação de fontes de financiamento, incluindo fundos europeus do Grids Package, o plano recentemente apresentado pela Comissão Europeia para acelerar o desenvolvimento e modernização das redes elétricas na União Europeia.
O estudo deverá ser entregue dentro de seis meses, ou seja, em meados de agosto.
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