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Investidores e utilizadores de serviços financeiros querem mais clareza na definição de “produtos sustentáveis”
Federação europeia saúda revisão do Regulamento das Finanças Sustentáveis e quer cidadãos no centro da ação.
08 Abr 2026 - 18:05
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Foto: Adobe Stock/LIGHTFIELD STUDIOS
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Foto: Adobe Stock/LIGHTFIELD STUDIOS
A Better Finance, Federação Europeia de Investidores e Utilizadores de Serviços Financeiros, saudou a iniciativa da Comissão Europeia de rever o Regulamento de Divulgação de Finanças Sustentáveis (SFDR), salientando que a reforma deve colocar os investidores individuais e os cidadãos da União Europeia no centro da ação.
Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, a organização refere que “embora a estrutura atual tenha melhorado a transparência, continua muito complexa e, muitas vezes, não fornece aos investidores de retalho informações claras, credíveis e úteis para a tomada de decisões. Como resultado, muitos aforradores têm dificuldade em compreender o que os produtos de investimento ‘sustentáveis’ realmente oferecem”.
“Os cidadãos europeus querem que as suas poupanças façam a diferença, mas precisam de informação clara e fidedigna para o fazer”, afirmou Aleksandra Mączyńska, diretora-geral da Better Finance. “A revisão do SFDR é uma oportunidade crucial para reconstruir a confiança e garantir que as alegações de sustentabilidade reflitam o impacto no mundo real”, acrescentou.
A Better Finance destaca diversas melhorias essenciais para que o financiamento sustentável funcione para os investidores individuais. Entre elas, salienta-se o combate ao greenwashing através de categorias fiáveis e a criação de um sistema de classificação de produtos mais claro, incluindo uma categoria dedicada à “transição”, que pode ajudar os investidores a perceber para onde está a ser canalizado o seu dinheiro. Critérios rigorosos e objetivos mensuráveis são considerados essenciais para evitar rótulos enganadores.
“Garantir um impacto real por meio de compromissos obrigatórios: os produtos de investimento que alegam apoiar a transição para uma economia sustentável devem ter uma ligação ativa com as empresas. Sem o compromisso obrigatório dos investidores, a sustentabilidade corre o risco de se tornar um mero cumprimento de formalidades, em vez de um motor de mudança real”, refere o comunicado.
A Better Finance alerta ainda para a confusão gerada por rótulos ESG demasiado abrangentes. “São necessárias métricas claras e regras de transparência para garantir que os investidores não sejam induzidos em erro”.
A comparabilidade entre produtos deve ser simples e acessível. A organização defende a utilização de resumos padronizados, claros e limitados a duas páginas, permitindo que os investidores comparem rapidamente diferentes produtos e tomem decisões informadas.
A Better Finance sublinha que o sucesso da revisão do SFDR dependerá, em última análise, dos benefícios para os cidadãos, e não apenas para os participantes do mercado financeiro.
“O financiamento sustentável só terá sucesso se os cidadãos confiarem nele”, acrescentou Aleksandra Mączyńska. “Transparência, simplicidade e credibilidade não são opcionais; são essenciais para proteger os investidores e direcionar as poupanças para um futuro sustentável da Europa”.
Ao dar prioridade à proteção dos investidores e à divulgação de informação relevante, a União Europeia poderá salvaguardar os cidadãos e mobilizar o capital necessário para a transição para uma economia mais sustentável.
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