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Mais de 100 municípios aderem à Hora do Planeta neste sábado

Apagão simbólico às 20h30 mobiliza o país e assinala 20 anos da iniciativa global em defesa do planeta. WWF Portugal promove atividades de sensibilização ao longo do dia, em Lisboa.

28 Mar 2026 - 14:00

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Foto: Unsplash

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Às 20h30 deste sábado, as luzes apagam-se em todo o país. De norte a sul, mais de uma centena de municípios junta-se à Hora do Planeta, numa adesão que a organização ambientalista WWF Portugal classifica como um marco na mobilização nacional, no dia em que se comemoram 20 anos de realização da iniciativa.

O gesto é simbólico, uma hora às escuras, mas o alcance pretende ser mais amplo. Monumentos e infraestruturas emblemáticas, como a Torre de Belém, o Castelo de São Jorge, o Mosteiro dos Jerónimos ou as pontes 25 de Abril e do Freixo, desligam a iluminação em simultâneo, alinhando-se com milhões de participantes em todo o mundo.

A iniciativa, que celebra duas décadas de existência, ganha este ano um peso acrescido. Num contexto marcado por fenómenos meteorológicos extremos e sinais cada vez mais evidentes de um clima em transformação, a mensagem insiste na urgência da ação coletiva.

Em Lisboa, o centro da iniciativa desloca-se para a Praça Central do Centro Colombo, onde a WWF Portugal promove, ao longo do dia, um programa que combina sensibilização e participação pública. Desde as 15h, famílias e visitantes são desafiados a participar em atividades educativas que procuram traduzir em gestos concretos a proteção da biodiversidade, desde a criação de pequenos corredores verdes em varandas, à simulação de recuperação de ecossistemas degradados.

No mesmo espaço, a exposição fotográfica “Lights off, Nature On” revisita os 20 anos da Hora do Planeta e sublinha a ideia central do movimento: quando milhões de pessoas desligam as luzes ao mesmo tempo, o gesto deixa de ser individual para se tornar “um ato coletivo de esperança”, descreve a WWF em comunicado. À noite, o apagão será acompanhado de uma atuação na Praça Central, mantendo o foco na dimensão pública e partilhada da iniciativa.

A organização sublinha que, além das autarquias, várias empresas se associam à ação, como o El Corte Inglés, Auchan, Vulcano e KPMG.

Perante um “novo normal climático”, como descreve a WWF Portugal, a Hora do Planeta “ganha ainda mais força”, refere a diretora executiva da entidade, Ângela Morgado. Acrescenta: “Hoje, mais do que nunca, precisamos de reconhecer esta nova realidade e transformar essa consciência em ação – investindo na prevenção, na adaptação e na proteção da natureza, a nossa melhor aliada para reduzir os impactos destes eventos cada vez mais intensos”.

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