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Metas corporativas climáticas aumentam 40% com Ásia prestes a alcançar a Europa
Novos dados da Science Based Targets initiative indicam que são já 10 mil as empresas que se comprometem a ter um desempenho de acordo com critérios ambientais baseados na ciência.
09 Abr 2026 - 14:52
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Foto: Adobe Stock/Surasak
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A definição de metas climáticas baseadas na ciência voltou a ganhar tração em 2025, com um aumento de 40% no número de empresas com objetivos validados, num sinal de que a ação climática está a consolidar-se como eixo estratégico das organizações a nível global.
De acordo com dados revelados nesta quinta-feira pela Science Based Targets initiative (SBTi), (SBTi), iniciativa que define as metodologias de referência mundial com base na ciência, quase 10 mil empresas tinham metas baseadas na ciência validadas no final do ano passado, tendo este número ultrapassado a marca simbólica das 10 mil já em janeiro de 2026. Em paralelo, as metas de zero emissões líquidas registaram um crescimento ainda mais expressivo, nomeadamente de 61%.
A Ásia destaca-se como o principal motor desta evolução, com um crescimento de 53% no número de empresas com metas validadas, aproximando-se rapidamente do ritmo europeu. A região acrescentou mais de 1200 empresas em apenas um ano, praticamente igualando o aumento registado na Europa, o que evidencia uma mudança no centro de gravidade da ambição climática corporativa, destaca a SBTi.
Este dinamismo não se limita às maiores economias asiáticas, como China, Japão ou Índia, estendendo-se também a mercados emergentes como Indonésia, Paquistão, Singapura e Tailândia. A tendência sugere que a adoção de metas climáticas está a aprofundar-se e a disseminar-se de forma mais homogénea na região.
Apesar deste crescimento, a Europa mantém a liderança em termos absolutos, concentrando 49% das empresas com metas validadas, seguida pela Ásia com 36% e pela América do Norte com 11%. Ao nível dos países, o Japão lidera, com mais de duas mil empresas com metas aprovadas, seguido do Reino Unido e dos Estados Unidos.
“Há evidências claras sobre os benefícios empresariais da definição de metas baseadas na ciência. Este é um fator-chave para que as empresas gerirem riscos de transição e fortaleçam a resiliência, mantendo-se competitivas hoje e no futuro”, sublinha David Kennedy, CEO da SBTi.
Os dados deste relatório mostram que, segundo o responsável, “apesar das adversidades políticas, cada vez mais empresas em todas as regiões estão a definir metas baseadas na ciência. Ao fazê-lo, fazem parte de uma transformação de mercado que é boa para os negócios e contribui para alcançar os objetivos climáticos globais”.
Mercados financeiros aderem
Nos mercados financeiros, os principais índices europeus continuam a destacar-se na adoção destas metas, com forte presença no CAC 40, DAX 40 e FTSE 100, evidenciando o peso crescente da sustentabilidade nas decisões de investimento, destaca a organização.
A nível setorial, o crescimento foi liderado pela Saúde, com as Tecnologias de Informação e os Materiais também a registarem avanços significativos, refletindo um reforço do compromisso climático tanto nos serviços como na indústria.
O relatório conclui que a transição climática empresarial está a ganhar escala global, consolidando-se como um fator determinante para o futuro dos negócios.
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