5 min leitura
O futuro da agricultura começa aqui
Entre Dezembro de 2025 e Junho de 2026 decorre uma iniciativa que promete redefinir o futuro do sector agrícola nacional: o Programa de Transição Sustentável do Sector Agrícola CA AgroTransição.
12 Jan 2026 - 14:39
5 min leitura
- Zona livre tecnológica em Abrantes vai integrar projetos para produção, armazenamento e autoconsumo de renováveis
- PAEC 2030 aposta na circularidade dos resíduos e criação de novas oportunidades de negócio
- Vietname e Rússia fecham acordo histórico para primeira central nuclear
- UE e Austrália fecham acordo de comércio livre com foco na resiliência económica e sustentável
- EDP quer renomear EDP Renováveis para inglês em linha com estratégia global
-
Novobanco leva ao Porto formação sobre ESG e apoio às PMEParceiroPT Green Brand
Promovido pelo Crédito Agrícola, em parceria com a CONSULAI, o programa visa acelerar a adopção de práticas agrícolas mais sustentáveis, resilientes e economicamente viáveis. Num país onde a agricultura é um pilar estratégico da soberania alimentar, da coesão territorial e da economia – representando 1,8% da produção agrícola europeia [1] e empregando 2,2% da população activa portuguesa [2] – esta iniciativa assume particular relevância. Ao procurar modernizar o sector e reforçar o papel do cooperativismo financeiro no desenvolvimento rural, o CA AgroTransição contribui directamente para a competitividade presente e futura do sector primário.
Uma agricultura mais resiliente, competitiva e inovadora
O CA AgroTransição integra a estratégia do Crédito Agrícola para apoiar a transição ecológica e digital do sector primário, num contexto em que a resiliência deixou de ser uma opção para se tornar num imperativo competitivo. As alterações climáticas, a escassez de água, a volatilidade dos mercados e a necessidade de garantir abastecimento alimentar seguro exigem um sector preparado, produtivo e adaptável.
Através de acções formativas, visitas técnicas e partilha de boas práticas, o programa vai capacitar agricultores e técnicos de Organizações de Produtores para uma agricultura mais eficiente e adaptada à nova realidade climática, económica e social.
As quatro áreas de foco – cereais praganosos, horticultura extensiva, fruticultura e frutos secos – refletem a importância estratégica destes segmentos para a sustentabilidade do sistema agroalimentar português. Estes sectores constituem um ponto de partida num modelo que poderá, no futuro, abranger outras culturas igualmente importantes para o país e para o Grupo Crédito Agrícola.

Conhecimento no terreno
As actividades de campo vão decorrer em explorações de referência, como a Companhia das Lezírias, a Herdade das Servas, a Mendes Gonçalves ou a Quinta da Faias. Ali, os participantes terão contacto directo com agricultores mentores, especialistas e associações sectoriais, num ambiente pensado para aproximar o conhecimento técnico da realidade prática.
O programa, estruturado em torno de quatro eixos ambientais essenciais à prosperidade do sector primário – clima e alterações climáticas, solo, água, biodiversidade e serviços de ecossistemas – integra ainda as dimensões socioeconómicas específicas da agricultura portuguesa.
O ciclo formativo será dividido em seis dias que incluirão:
- Quatro sessões de meio-dia, dedicadas a cada eixo ambiental, com foco em desafios e oportunidades reais;
- Duas sessões de dia inteiro, orientadas para a consolidação do conhecimento e para uma reflexão final.
A formação contempla ainda a produção de conteúdos pedagógicos — vídeos, fichas técnicas e um Guia Final de Boas Práticas de Campo —, reunindo exemplos adaptados ao clima mediterrânico e à escala das pequenas e médias explorações agrícolas. O objectivo é democratizar o acesso ao conhecimento e promover a aprendizagem contínua em todo o sector.
Um banco que faz a diferença
Esta primeira edição é dirigida a um pequeno grupo de agricultores Clientes do Crédito Agrícola e aos Técnicos e Produtores das quatro organizações e associações dos sectores da fruticultura (O Melro), dos frutos secos (Migdalo), dos cereais praganosos (ANPOC/CERSUL) e da horticultura extensiva (Agromais) parceiras da iniciativa “Criar Valor na Sustentabilidade”, da CONSULAI.
No site do Crédito Agrícola estarão disponíveis os conteúdos das sessões, e os principais materiais pedagógicos produzidos, para consulta por todos.
O compromisso do Crédito Agrícola com o desenvolvimento sustentável vai para além do financiamento. Num país onde o sector agrícola (incluindo a pecuária) utiliza 75% da água (face à média europeia de 29%) e ocupa 41,9% do território, o banco assume-se como agente de progresso, investindo em programas que capacitam o território, promovem práticas mais sustentáveis e geram valor para os seus associados.
O CA AgroTransição é mais do que formação técnica: é um instrumento de transformação social e económica das comunidades rurais. Promove a fixação de população, o emprego qualificado, a inovação no terreno e a valorização da produção nacional, reforçando a resiliência do sector agrícola num contexto de crescente instabilidade climática e de mercado.

Com mais de 600 agências distribuídas pelo país, o Crédito Agrícola reforça a proximidade com os seus Clientes, facilitando o acesso ao financiamento – e também ao conhecimento. O programa é mais um passo para garantir um futuro equilibrado, produtivo e competitivo na fileira agrícola portuguesa.
Os interessados podem acompanhar as novidades no site www.creditoagricola.pt e nas redes sociais do Crédito Agrícola, ou dirigir-se a uma Agência para obter mais informações sobre esta iniciativa e outras soluções de apoio aos sectores-alvo do Plano de Transição Net Zero do Crédito Agrícola.
[1] Eurostat, 2024
[2] INE, 2023 – População empregada por profissão principal, CPP10
- Zona livre tecnológica em Abrantes vai integrar projetos para produção, armazenamento e autoconsumo de renováveis
- PAEC 2030 aposta na circularidade dos resíduos e criação de novas oportunidades de negócio
- Vietname e Rússia fecham acordo histórico para primeira central nuclear
- UE e Austrália fecham acordo de comércio livre com foco na resiliência económica e sustentável
- EDP quer renomear EDP Renováveis para inglês em linha com estratégia global
-
Novobanco leva ao Porto formação sobre ESG e apoio às PMEParceiroPT Green Brand