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Organizações com impacto social atribuem sucesso às suas redes de voluntariado
O Novobanco recebeu em casa as organizações do terceiro setor a que está ligado.
17 Mar 2026 - 20:57
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A conversa moderada por Bruno Jivan reuniu Rita Barbosa, da APAV, Beatriz Viegas, da APAV, Joana Lopes, da Associação Salvador, Margarida Cruz, da Acreditar, e Sandra Câmara Pestana, da CAIS
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A conversa moderada por Bruno Jivan reuniu Rita Barbosa, da APAV, Beatriz Viegas, da APAV, Joana Lopes, da Associação Salvador, Margarida Cruz, da Acreditar, e Sandra Câmara Pestana, da CAIS
No decurso da Semana da Sustentabilidade promovida pelo Novobanco, realizou-se a “Conferência Juntos Somos Bem +”, que deu palco a organizações do terceiro setor apoiadas pelo banco. Inês Soares, diretora de ESG e Sustentabilidade, explica a importância que o voluntariado está a ganhar na política de sustentabilidade do banco. “Estamos ligados a muitas destas organizações há largos anos, como a Associação Salvador ou a Acreditar. Trata-se de servir as comunidades onde estamos integrados, ao longo do território, queremos devolver o que recebemos e contribuir para o bem-estar social. Há dois anos entendemos que o voluntariado nos levava mais longe, amplificava o impacto e gerava nos colaboradores a gratificação de participar na mudança, fazia crescer o sentimento de pertença. É uma situação win to win”.
Elisabete Pereira, do Departamento de Marketing Particulares, moderou o painel dedicado ao papel da Educação na mobilidade social, que deu voz à EPIS, Empresários pela Inclusão Social, à Mentes Empreendedoras e à JAP – Junior Achievement Portugal. Susana Lavajo, da EPIS, partilhou a experiência de um vasto programa de sucesso escolar, dos 3 aos 23 anos. “Desenvolvemos um programa que não é cognitivo, trabalhamos a responsabilidade, a participação. Como consequência surge a maior atenção ao estudo, a vontade de ter boas notas. É a mentoria que é transformadora”. Bruno Ramos, da Junior Achievement, destacou a estratégia de fazer pontes entre a escola e mundo do trabalho. O programa tem levado voluntários/professores do Novobanco, a contribuir para uma aprendizagem prática e inspiradora, partindo de conteúdos desenvolvidos pela organização. “O entusiasmo do voluntário ao levar a sua experiência à sala de aula faz a diferença e é capaz de gerar aspiração e propósito, que muitas vezes não é fácil de construir em grupos sociais mais vulneráveis”.
A Junior Achievement lançou um repto à audiência do Novobanco Campus, interessada em participar em programas de voluntariado: “Podem fazer uma gestão com parcimónia do vosso tempo mas não deixem de reservar um dia no ano para se juntarem a uma qualquer organização de impacto social. É menos de um 1% dos dias de trabalho e será relevante”.
Afonso Reis, da associação Mentes Empreendedoras, que tem atuado no reconhecimento da profissão docente, de forma a melhorar a qualidade do ensino e desempenho escolar dos alunos, destacou a enorme diversidade das escolas portuguesas, públicas e privadas. O projeto “Leaders Gang” parte do princípio que todos merecem as mesmas oportunidades e que ninguém deve ser limitado pelas circunstâncias ou pelo ponto de partida. Jornadas imersivas de desenvolvimento pessoal são proporcionadas a jovens adultos.
Ao longo da tarde, houve ainda tempo para conhecer melhor os presentes desafios da Acreditar, da APAV, da CAIS e da Associação Salvador. Segundo Margarida Cruz, a Advocacy ganhou peso no desempenho da Acreditar. “O Novobanco tem estado connosco em vários campos, não apenas no financeiro. No caso da petição pelo aumento de dias de luto parental sentimos um grande apoio nas assinaturas e na sua partilha”. A CAIS, criada por um grupo de jovens, tem diversificado atividade, prosseguindo o mesmo objetivo: ajudar pessoas em situação de exclusão a recuperar a sua vida e a regressar ao mercado de trabalho. Um ano em que consegue empregar 80 pessoas, como o de 2025, é pleno de vitórias. A prevenção e criatividade entram agora na equação, no Porto têm a funcionar o CAIS Recicla, um pequeno negócio que da reutilização de lonas já fez puffs e tote bags. E o programa Futebol de Rua contribui para a capacitação e desenvolvimento de competências sociais de grupos de risco.
Durante um segundo painel, moderado por Bruno Jivan, um dos quarenta embaixadores do voluntariado de quadros “Fazer Bem +” do Novobanco, Rita Barbosa, da APAV, desmistificou o estereótipo de vítima. ”Neste momento, 25% do universo são homens, jovens ou idosos”. E deixou o recado: “Grande parte do nosso sucesso deve-se à rede de voluntários. É possível dar uma hora por semana, em casa, atendendo chamadas, depois de receber formação e estar qualificado para isso”. O aumento do cyberbullying tem exigido à APAV o desenvolvimento de ferramentas e levou à abertura de uma linha de atendimento específica.
No centro das preocupações da Associação Salvador não está apenas a mobilidade, mas também a inserção profissional. “Portugal é um dos piores países da Europa para se viver em cadeira de rodas, ou mesmo com alguma incapacidade motora. E isso reflete-se no emprego. Ajudamos se denunciarmos os lugares que encontramos com barreiras de mobilidade”.
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