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Orla costeira de Espinho vê reforço após temporais de fevereiro
Governo antevê intervenções nos esporões em Paramos e limpeza de três ribeiras. Ministra do Ambiente quer garantir normalidade nas praias da região na próxima época balnear.
04 Mar 2026 - 17:15
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Foto: Sara Matos/MAEN
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Foto: Sara Matos/MAEN
A orla costeira de Espinho vai passar por um conjunto de intervenções para reforçar a linha da costa, na sequência dos danos causados pelos temporais de fevereiro. A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, visitou na segunda-feira as obras que decorrem no esporão de Silvalde e aproveitou o momento para a anunciar um alargamento do plano de atuação na região.
Às obras já em curso no esporão de Silvalde, que representam um investimento de 2,4 milhões de euros e preveem a colocação de 360 tetrápodes de 34 toneladas cada, vão juntar-se intervenções nos esporões norte e sul de Paramos. A construção em Silvalde, iniciada antes dos episódios de mau tempo, foi, entretanto, revista à luz dos danos registados e deverá estar concluída até ao final do ano.
Em simultâneo, as ribeiras do Monho, de Silvalde e de Rio Maior, que também sofreram cheias recentemente, vão ser igualmente alvo de intervenção. Estão previstas ações de limpeza, controlo de focos de poluição e renaturalização das margens, com o objetivo de consolidar os respetivos leitos.
A ministra reconheceu a pressão crescente sobre o litoral, agravada por fenómenos climáticos extremos, e destacou a necessidade de respostas estruturais que articulem proteção costeira, ordenamento do território e qualidade ambiental. É “muito importante para garantir que todas estas praias possam ter Bandeira Azul no próximo verão”, considerou, vincando a determinação em concluir as obras antes do arranque da época balnear.
O Governo reconheceu também a situação preocupante na Praia de São Pedro, na freguesia de Maceda, no concelho de Ovar. A erosão da arriba ameaça provocar uma derrocada que poderá expor detritos acumulados num antigo aterro sanitário encerrado há cerca de 30 anos, um cenário com potencial impacto ambiental e de saúde pública.
A situação será integrada no balanço nacional sobre os impactos do mau tempo na orla costeira, que o Governo prevê apresentar nos próximos dias, mas sem que tenha sido ainda avançada qualquer data ou medida concreta para o local.
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