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Países da UE concordam não haver riscos para a segurança do abastecimento de gás
A CE e os diversos países concordam que o quadro regulamentar prevê flexibilidade suficiente e que as reservas de gás não devem ser reabastecidas a qualquer custo.
13 Mar 2026 - 09:47
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Os países da União Europeia (UE) consideram que, neste momento, não existem quaisquer riscos para a segurança do abastecimento de petróleo e gás. Segundo informação divulgada pela Comissão Europeia nesta sexta-feira, as reservas de petróleo mantêm-se em níveis elevados e os níveis de enchimento das reservas de gás na UE permanecem estáveis.
Em reuniões extraordinárias separadas do Grupo de Coordenação do Gás e do Grupo de Coordenação do Petróleo, realizadas ontem, a Comissão Europeia e os países da União Europeia coordenaram e avaliaram a situação relativa à segurança do abastecimento de gás e de petróleo da UE, tendo em conta as perturbações contínuas no Médio Oriente.
Os países da UE concordaram que o quadro regulamentar prevê flexibilidade suficiente e que as reservas de gás não devem ser reabastecidas a qualquer custo.
O Grupo de Coordenação do Petróleo acolheu favoravelmente o carácter voluntário e a flexibilidade temporal da libertação de 400 milhões de barris anunciada pela Agência Internacional da Energia, apelando ao mesmo tempo a uma avaliação do seu impacto a médio prazo na segurança do abastecimento.
“A Comissão continuará a monitorizar a situação e a manter comunicação regular com os países da UE e os participantes do mercado. No caso de um encerramento prolongado do estreito de Ormuz ou de novas perturbações, a segurança do abastecimento de petróleo e gás da UE será reavaliada”, refere a CE no comunicado.
A próxima reunião do Grupo de Coordenação do Petróleo terá lugar a 19 de março, enquanto a próxima reunião do Grupo de Coordenação do Gás está prevista para 26 de março.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, alertou nesta quarta-feira para o impacto económico do conflito no Médio Oriente, sublinhando que, apenas nos primeiros dez dias de guerra, os preços de gás e petróleo custaram aos contribuintes europeus mais 3 mil milhões de euros em importações de combustíveis fósseis. “Esse é o preço da nossa dependência”, referiu na sua intervenção no Parlamento Europeu, onde voltou a defender a necessidade de diversificação energética e de manter a estratégia de longo prazo da UE, centrada em renováveis e energia nuclear.
Von der Leyen sublinhou que a União Europeia enfrenta uma situação de vulnerabilidade devido à dependência de combustíveis fósseis importados de regiões instáveis, frisando que o aumento dos preços do gás em 50% e do petróleo em 27% já está a pressionar famílias e empresas europeias. “Independentemente das medidas que tomemos, enquanto importarmos uma parte significativa de combustíveis fósseis de regiões instáveis, seremos vulneráveis e dependentes”, referiu.
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