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Parlamento Europeu desbloqueia 261,5 ME para ajudar Portugal a recuperar das tempestades
A ajuda do Fundo de Solidariedade da União Europeia (FSUE) vai apoiar as operações de emergência e de recuperação de estragos causados pelo mau tempo e pelas inundações. O apoio está incluído num pacote de 489 ME para quatro países.
21 Out 2026 - 15:14
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O Parlamento Europeu desbloqueou, nesta quarta-feira, uma verba complementar de 261,5 milhões de euros para Portugal, no seguimento das tempestades do início do ano, e das respectivas operações de emergência e recuperação.
O apoio faz está incluído num pacote de 489 milhões de euros para Portugal, Espanha, Itália e Malta, que sofreram com as mesmas catástrofes naturais, entre janeiro e fevereiro.
A ajuda do Fundo de Solidariedade da União Europeia (FSUE), aprovada por 651 votos a favor, 17 votos contra e três abstenções, vai apoiar as operações de emergência e de recuperação de estragos causados pelo mau tempo e pelas inundações.
Portugal fica com a maior fatia do financiamento, com 261,5 milhões de euros, seguido por Espanha, que vai receber 149,1 milhões de euros, e de Itália, que contará com 74,9 milhões de euros. Malta vai receber o menor apoio, ficando apenas com 3,7 milhões de euros.
O Governo português, assim como o Governo Espanhol de Pedro Sánchez, solicitaram ajuda após várias tempestades terem causado graves inundações nos primeiros dois meses de 2026. Malta e Itália já tinham feito o mesmo pedido na sequência dos estragos provocados pela tempestade Harry em janeiro.
Este apoio do FSUE existe para ajudar a financiar medidas de emergência e recuperação, como gestão de energia, água, águas residuais, telecomunicações e infraestruturas de transportes, bem como a financiar serviços de saúde e educação.
Além disso, o auxílio pode ainda abranger operações de limpeza, alojamento temporário e serviços de salvamento, bem como medidas de segurança das infraestruturas de prevenção e de proteção do património cultural.
Desde 2002, o Fundo de Solidariedade da UE disponibilizou mais de 11 mil milhões de euros, em resposta a 150 catástrofes, incluindo 130 catástrofes naturais e 20 emergências sanitárias.
Relembre-se que, em Portugal, as tempestades e inundações, registadas entre 22 de janeiro e 15 de fevereiro de 2026, causaram 18 mortes e levaram milhares de pessoas a abandonar as suas habitações.
As autoridades portuguesas avaliaram os danos em 5 351,97 milhões de euros. Este valor excedeu o orçamento aplicável às “catástrofes naturais de grandes proporções”, de 0,6 % do rendimento nacional bruto de Portugal, correspondente a 1 703,84 milhões de euros em 2026.
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