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Poluição por PFAS pode custar 440 mil milhões de euros à União Europeia até 2050

Novo estudo alerta que travar os chamados “químicos eternos” até 2040 pouparia 110 mil milhões, enquanto tratar apenas a água contaminada pode ultrapassar 1 bilião de euros.

30 Jan 2026 - 10:23

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Foto: Freepik

Foto: Freepik

Um novo estudo europeu confirma que a poluição por PFAS, conhecidos como “químicos eternos”, representa um dos maiores riscos ambientais e económicos da atualidade, podendo custar à União Europeia (UE) cerca de 440 mil milhões de euros até 2050 se não forem tomadas medidas adicionais.

Os PFAS (substâncias per- e polifluoroalquiladas) são substâncias químicas sintéticas extremamente resistentes à água, óleo e calor, usadas em produtos do dia a dia como panelas antiaderentes, roupas impermeáveis, embalagens de comida ou cosméticos. A sua durabilidade faz com que permaneçam no corpo humano e no ambiente durante décadas, acumulando riscos para a saúde e a natureza.

O estudo indica que eliminar as emissões de PFAS na origem até 2040 permitiria poupar cerca de 110 mil milhões de euros, enquanto tratar apenas a água contaminada custaria mais de 1 bilião de euros. Os grupos mais vulneráveis incluem recém-nascidos, crianças e pessoas que vivem ou trabalham perto de locais contaminados.

A comissária europeia do Ambiente, Resiliência Hídrica e Economia Competitiva, Jessika Roswall, sublinha a urgência do problema: “Clarificar os PFAS, com proibições nos usos de consumo, é uma prioridade máxima tanto para os cidadãos como para as empresas. É por isso que esta é uma prioridade absoluta para mim, trabalhar neste tema e envolver todas as partes interessadas relevantes. Os consumidores estão preocupados e com razão. Este estudo sublinha a urgência de agir”.

Os PFAS estão associados a graves impactos na saúde humana e no ambiente. Os custos recaem sobre toda a sociedade, desde doenças provocadas pela exposição, à descontaminação de solos e águas, passando pela degradação de serviços naturais essenciais, como a polinização.

As despesas de saúde analisadas dizem respeito apenas a um número reduzido de PFAS atualmente regulados, apesar de existirem milhares destas substâncias no mercado, o que significa que o impacto real poderá ser significativamente superior, segundo a Comissão Europeia.

Nos últimos anos, a União Europeia já proibiu várias das substâncias PFAS mais perigosas e reforçou as regras sobre espumas de combate a incêndios e água potável. A Agência Europeia dos Produtos Químicos está atualmente a avaliar uma proposta de restrição universal dos PFAS, cuja decisão final deverá servir de base a novas medidas.

 

 

 

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