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Portugal defende em Bruxelas seguros acessíveis para agricultores

À margem da reunião com os seus homólogos da UE, ministro da Agricultura insistiu na criação de um "mecanismo europeu de resseguros", de forma a responder rapidamente à situação de calamidade.

23 Fev 2026 - 16:02

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Ministro da Agricultura e Mar, em declarações aos jornalistas, nesta segunda-feira

Ministro da Agricultura e Mar, em declarações aos jornalistas, nesta segunda-feira

Portugal ainda não tem as contas dos prejuízos do mau tempo feitas, mas veio a Bruxelas insistir na necessidade haver “seguros acessíveis para todos”, no âmbito de uma resposta rápida a calamidades.

Em declarações aos jornalistas à margem da reunião com os seus homólogos da União Europeia (UE), o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, declarou que o Conselho sublinhou que devia haver “seguros acessíveis para todos para que haja apoio imediato”, insistindo na criação de um “mecanismo europeu de resseguros”, ponto que diz ser apoiado por outros Estados-membros e a Comissão Europeia.

“Será muito importante ter uma resposta rápida a calamidades, nomeadamente na agricultura”, referiu, acrescentando que o mecanismo, no caso de Portugal, teria a participação do executivo comunitário, Banco Europeu de Investimento, Banco Português de Fomento e orçamento de Estado, para diluir o custo dos seguros dos agricultores.

José Manuel Fernandes referiu ainda que nem todas as seguradoras cobrem prejuízos de catástrofes nacionais e estas apólices têm frequentemente preços muito elevados, o que o mecanismo de resseguro pode resolver.

Para já, o Governo pediu o acionamento do fundo da reserva agrícola da UE e pretende também recorrer ao fundo de solidariedade europeu, para além de estar a usar outros fundos no imediato, enquanto decorrem as candidaturas dos agricultores afetados.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou em 15 de fevereiro.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

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