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Portugal reduz emissões de GEE enquanto economia mantém crescimento
Dados do Eurostat indicam desacoplamento entre emissões e PIB em nove países da União Europeia, incluindo Portugal, num trimestre em que emissões globais da UE voltaram a subir.
13 Fev 2026 - 15:15
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Portugal está entre os países europeus que conseguiram reduzir as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) no terceiro trimestre de 2025, ao mesmo tempo que mantiveram ou aumentaram o crescimento económico, segundo dados divulgados pelo Eurostat nesta sexta-feira.
O desempenho nacional surge num contexto em que as emissões totais da economia da União Europeia registaram uma subida de 1,1% face ao trimestre anterior.
De acordo com as estimativas trimestrais ajustadas sazonalmente, as emissões da economia europeia atingiram 828 milhões de toneladas de CO₂ equivalente entre julho e setembro de 2025, acima das 819 milhões de toneladas registadas no segundo trimestre. Em paralelo, o Produto Interno Bruto (PIB) da UE cresceu 0,4%, sinalizando uma retoma moderada da atividade económica.
Apesar da tendência global de subida das emissões, verificadas em 17 Estados-membros, Portugal integrou o grupo de 10 países que conseguiram reduzir os níveis de GEE. Entre estes, apenas a Lituânia apresentou uma contração económica, o que significa que Portugal e outros oito países europeus alcançaram uma redução das emissões sem sacrificar o crescimento ou a estabilidade do PIB.
Os dados apontam para aumentos mais expressivos nas emissões provenientes dos agregados familiares (+3,6%) e da indústria transformadora (+1,4%), refletindo maior consumo energético e atividade produtiva. Em contraste, o setor da eletricidade, gás, vapor e ar condicionado foi o único a registar uma queda (-0,8%), sugerindo ganhos de eficiência energética ou maior peso das fontes renováveis.
Entre os Estados-membros com maiores reduções destacam-se a Estónia (-17,4%), a Eslovénia (-5,7%) e o Chipre (-5,2%). Embora o Eurostat não detalhe, nesta síntese, a magnitude exata da descida portuguesa, a inclusão do país no grupo que conseguiu simultaneamente reduzir emissões e preservar o crescimento económico reforça a narrativa de desacoplamento entre atividade económica e impacto ambiental. Ou seja, o país está a conseguir manter ou aumentar o crescimento ao mesmo tempo que está a reduzir as suas emissões.

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