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Portuguesa UPWIND Energy está a desenvolver gerador portátil de energia eólica
Gerador foi pensado para comunidades remotas, zonas afetadas por desastres naturais e atividades económicas isoladas que dependem atualmente de geradores a diesel.
03 Fev 2026 - 08:32
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Foto: Adobe Stock/José Juan Noguerón
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Foto: Adobe Stock/José Juan Noguerón
A Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) revelou que a empresa ‘spin-off’ UPWIND Energy está a desenvolver um gerador portátil de energia eólica de grande altitude para locais isolados, permitindo substituir os geradores a diesel.
“A UPWIND Energy está a desenvolver um gerador portátil, pensado para comunidades remotas, zonas afetadas por desastres naturais e atividades económicas isoladas que dependem atualmente de geradores a diesel, que se caracterizam por ser caros, poluentes e logisticamente complexos”, descreve a FEUP, em comunicado.
De acordo com a FEUP, em causa está a “tecnologia AWES [que substitui a torre e fundação dos aerogeradores tradicionais por um sistema aéreo leve]”, vista “como uma das próximas grandes revoluções da energia renovável, permitindo explorar um recurso eólico ainda não explorado pelas soluções tradicionais”.
“Para a UPWIND Energy, o objetivo é claro: tornar esta tecnologia comercialmente viável e acelerar a transição energética global”, observa a FEUP.
A tecnologia da empresa utiliza “veículos aéreos ligados a um gerador no solo por um cabo para captar vento a grandes altitudes”, e “promete revolucionar a produção de energia em regiões onde o acesso à eletricidade é limitado ou inexistente”, acrescenta.
Segundo a FEUP, um dos “principais avanços da ‘spin-off’ é o método inovador de descolagem e aterragem automáticas para sistemas AWES de asa fixa”, relata.
“Esta funcionalidade, já patenteada, foi desenvolvida ao longo de vários anos de investigação e permite uma operação totalmente autónoma sem comprometer a eficiência, um dos maiores desafios da área e fator distintivo em relação a outras ‘start-ups’ no setor”, asseguram.
A tecnologia AWES “é vista como uma das próximas grandes revoluções da energia renovável, permitindo explorar um recurso eólico ainda não explorado pelas soluções tradicionais”, diz a FEUP.
A FEUP explica que os AWES “substituem a torre e fundação dos aerogeradores tradicionais por um sistema aéreo leve, capaz de alcançar ventos mais fortes e consistentes a grandes altitudes, aproveitando a energia do vento onde as turbinas convencionais não operam”.
Esta abordagem “reduz drasticamente o uso de materiais, simplifica a instalação e permite gerar eletricidade em locais onde turbinas convencionais seriam impraticáveis”.
“Queremos oferecer uma solução sustentável, económica e fácil de transportar, capaz de substituir os geradores a diesel que ainda alimentam grande parte das operações fora da rede”, explica Luís Tiago Paiva, CEO da UPWIND Energy desde 2025 e investigador do SYSTEC da FEUP, citado na nota de imprensa
A UPWIND Energy nasceu de uma investigação de longa duração conduzida no Centro de Investigação em Sistemas e Tecnologias (SYSTEC) da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) na área dos sistemas aéreos de energia eólica (AWES). Foi fundada por investigadores da Universidade do Porto, coordenados pelo Professor Fernando Fontes (FEUP).
A equipa da empresa “é reconhecida internacionalmente, integrando a associação Airborne Wind Energy Europe, que reúne universidades como TU Delft, Politécnico di Milano, Universitat Stuttgart, Ghent University e U. Carlos III de Madrid, além de várias ‘startups’ europeias”, indica a FEUP.
O percurso científico que deu origem à ‘spin-off’ inclui projetos financiados pela Fundação Ciência e Tecnologia ou pela União Europeia, “que consolidaram o grupo da FEUP como uma referência mundial em AWES”.
Em 2018, “a equipa participou na elaboração de um relatório da Comissão Europeia sobre os desafios da comercialização desta tecnologia”.
Em 2024, “três pedidos de patente — dois europeus e um internacional — foram submetidos com base em resultados do projeto”.
A FEUP revela que, em junho, vai acolher a Airborne Wind Energy Conference “que reúne os principais atores académicos e empresariais do setor e contará com cerca de 120 contribuições de todo o mundo”.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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