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Produção renovável cresce enquanto peso no sistema elétrico recua

Quebra ligeira da incorporação de renováveis pode estar ligada à forte dependência da hídrica e eólica. Em fevereiro, 88,1% da eletricidade produzida teve origem em fontes limpas.

01 Abr 2026 - 11:35

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Foto: Adobe Stock/Studio-FI

Foto: Adobe Stock/Studio-FI

A produção de eletricidade a partir de fontes renováveis em Portugal voltou a crescer, mas o seu peso no sistema elétrico recuou no início de 2026, revelando uma trajetória menos linear do que os números absolutos poderiam sugerir.

De acordo com as últimas Estatísticas Rápidas das Renováveis da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), a produção renovável atingiu 45.553 gigawatts-hora (GWh) no ano móvel entre março de 2025 e fevereiro de 2026, um aumento de 1,2% face ao período anterior. Ainda assim, a percentagem de eletricidade de origem renovável, calculada segundo a diretiva europeia, desceu para 63,4%, menos 2,2 pontos percentuais do que em 2025.

A explicação pode estar na composição do mix energético, uma vez que a produção continua fortemente concentrada em duas tecnologias (hídrica e eólica) que, em conjunto, representaram 73,1% da eletricidade renovável.

Apesar disso, o sistema elétrico português mantém níveis elevados de incorporação renovável em termos reais. Em fevereiro de 2026, 88,1% da eletricidade produzida teve origem em fontes renováveis.

O crescimento mais significativo continua a verificar-se na energia solar. A potência instalada fotovoltaica atingiu 6,9 GW, consolidando-se como a tecnologia com maior expansão na última década e ultrapassando já a eólica em capacidade instalada.

No total, Portugal soma 22 GW de potência renovável instalada, dos quais 3,2 GW correspondem a produção descentralizada, um segmento em forte expansão que cresceu 555 megawatts desde 2024.

Norte e Centro dominam produção

A geografia da produção mantém-se desigual. Cerca de 81% da eletricidade renovável é gerada nas regiões Norte e Centro, com destaque para distritos como Braga, Bragança, Coimbra, Vila Real e Viseu, responsáveis por metade da produção nacional.

No caso da energia hídrica, o domínio é ainda mais concentrado: a bacia do Douro, sozinha, responde por 55% da produção hídrica nacional. Já no que toca à solar, o Alentejo assume protagonismo, com 35% da produção fotovoltaica nacional, beneficiando de condições naturais favoráveis e da instalação de grandes centrais.

No contexto europeu, Portugal continua entre os países com maior incorporação de renováveis na produção elétrica. Ocupou o quarto em 2024 na lista dos 27 Estados-membros, sustentado sobretudo pela energia hídrica e eólica, ficando apenas atrás da Áustria, Dinamarca e Suécia.

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