3 min leitura
RASI: Área ardida por incêndios rurais quase duplica em 2025
Relatório Anual de Segurança Interna revela que fiscalização ambiental gerou mais de 46 milhões em coimas. Registou-se também mais poluição na costa e 2.750 crimes ambientais.
03 Abr 2026 - 14:00
3 min leitura
Foto: Copernicus
- RASI: Área ardida por incêndios rurais quase duplica em 2025
- A economia azul em Portugal não precisa de mais estratégia. Precisa de começar a escalar
- Governo anuncia linha de 600 ME para empresas com custos de energia acima de 20%
- Interdição do aterro de Vila Real “agrava a pressão” sobre sistema de resíduos
- Figueira da Foz vai reclassificar solos para acolher unidade de produção de combustível verde para a aviação
- APA garante que obras urgentes de 27 ME no litoral estão a realizar-se “dentro do calendário”
Foto: Copernicus
O ano de 2025 ficou marcado por um agravamento expressivo de incêndios rurais e da área ardida em Portugal, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), divulgado na terça-feira. No último ano registaram-se 10.036 incêndios rurais, responsáveis por 270.839 hectares ardidos, praticamente o dobro da área registada em 2024, que se ficou pelos 137.676 hectares, com 7.778 ocorrências.
A pressão sobre o ambiente não se limita, no entanto, aos fogos. O relatório aponta também para um aumento das situações de poluição marítima detetadas ao longo do ano pela Autoridade Marítima Nacional (AMN). Em 2025 foram registadas 435 potenciais manchas poluentes nos espaços marítimos sob jurisdição ou soberania nacional (em 2024 eram 399) e 15 incidentes de poluição (no ano anterior foram detetados 12).
É importante notar, no entanto, que a AMN também reforçou das ações de fiscalização costeira, passando de 992 em 2024 para 1.059 em 2025, com o registo de 40 processos de contraordenação.
Em 2025 foram realizadas 115.174 ações de fiscalização na esfera do ambiente e natureza, das quais resultou o registo de 2.750 crimes e foram detidas 342 pessoas. O valor das coimas aplicadas ultrapassou os 46 milhões de euros, sinalizando o peso crescente das infrações ambientais.
A linha SOS Ambiente e Território voltou a assumir um papel relevante, com 15.546 denúncias registadas. Destas resultaram 1.296 autos e 39 crimes, tendo sido dada resposta a mais de quatro mil denunciantes.
Entre as operações no terreno, destaca-se a Operação Resina, com mais de dois mil ações e o controlo de mais de 22 mil viaturas, muitas com materiais de coníferas. Já no âmbito da proteção da floresta, foram realizadas quase 57 mil ações de patrulhamento, mobilizando mais de 148 mil elementos. Nesta área foram registados mais de seis mil crimes, 68 detenções e mais de quatro mil autos de contraordenação.
Também o controlo do comércio de espécies protegidas, no âmbito da Convenção CITES, levou a 800 ações de fiscalização, com 37 crimes registados, 9 detenções e 110 apreensões. A operação “Artémis I e II” mobilizou mais de dez mil elementos, resultando em 144 crimes e 150 detenções, além da apreensão de armas. Já a operação “Custos Viridis” incidiu sobre o transporte de resíduos, identificando infrações e irregularidades em 62 de veículos.
No combate a crimes ambientais específicos, como a captura ilegal de espécies, a operação “Thunderball” levou à apreensão de 79 espécies, enquanto a operação “Meixão” resultou na apreensão de 9 kg desta espécie protegida e em várias detenções.
- RASI: Área ardida por incêndios rurais quase duplica em 2025
- A economia azul em Portugal não precisa de mais estratégia. Precisa de começar a escalar
- Governo anuncia linha de 600 ME para empresas com custos de energia acima de 20%
- Interdição do aterro de Vila Real “agrava a pressão” sobre sistema de resíduos
- Figueira da Foz vai reclassificar solos para acolher unidade de produção de combustível verde para a aviação
- APA garante que obras urgentes de 27 ME no litoral estão a realizar-se “dentro do calendário”