Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

3 min leitura

Reino Unido investiu 68,9 milhões de euros em abastecimento de água em Moçambique desde 2009

País diz que agora 1,8 milhões de pessoas nas zonas rurais têm acesso a "água potável segura". Em outubro passado, o Governo avançou que Moçambique precisa de 3,5 mil milhões de euros para acelerar a expansão dos seus sistemas de abastecimento.

01 Abr 2026 - 17:55

3 min leitura

Foto: Freepik

Foto: Freepik

O Reino Unido investiu, desde 2009, 79,9 milhões de dólares (68,9 milhões de euros) em sistemas de abastecimento em Moçambique, levando água a 1,8 milhões de pessoas nas zonas rurais, conforme anunciado nesta quarta-feira.

“Mais de 1,8 milhões de pessoas nas zonas rurais de Moçambique têm agora acesso à água potável segura”, avançou o Reino Unido, em comunicado, quando assinado o encerramento do programa de Transformação da Provisão de serviços de Água, Saneamento e Higiene (T-WASH), que durou uma década.

Segundo o comunicado, só com o programa T-WASH, implementado entre 2015 e 2026, o Reino Unido apoiou a Estratégia Nacional de Água e Saneamento Rural de Moçambique financiando mais de 200 sistemas de água e cerca de 2.000 furos em comunidades rurais, tendo reforçado os sistemas de planeamento, prestação e manutenção dos serviços de água e saneamento. O T-WASH decorreu com os seus respetivos fundos entregues em duas fases, tendo melhorado o saneamento para 3,3 milhões de pessoas, com o Reino Unido a apoiar a Estratégia Nacional de Água e Saneamento Rural de Moçambique (PRONASAR) desde 2009.

O programa foi implementado em parceria com a Direção Nacional de Abastecimento de Água e Saneamento (DNAAS), conforme se adianta no comunicado. “As mulheres e raparigas beneficiaram de forma significativa. Pesquisas feitas durante o programa revelaram que o acesso à água potável melhorou a saúde física e emocional das mulheres, reduziu o tempo gasto na recolha de água e melhorou a frequência escolar das raparigas em algumas comunidades”, lê-se no documento.

Com o fim do programa de acesso à água implementado em 10 anos, o Reino Unido promete agora apostar na mobilização de fundos para o financiamento climático e do investimento privado, reduzindo a dependência do financiamento tradicional da ajuda e garantindo a sustentabilidade a longo prazo das infraestruturas já construídas.

“À medida que este programa termina, estamos a mudar a forma como trabalhamos o nosso compromisso com o setor da água e saneamento de Moçambique, para mobilizar o financiamento climático e o investimento privado. A nossa parceria com o Governo de Moçambique demonstrou que o acesso sustentável à água deve, em última análise, ser impulsionado por sistemas locais fortes”, disse o diretor de Desenvolvimento do Reino Unido em Moçambique, Dominic Ashton, citado na nota.

Em outubro passado, o Governo avançou que Moçambique precisa de cerca de 4,1 mil milhões de dólares (3,5 mil milhões de euros) para acelerar a expansão dos sistemas de abastecimento de água e de saneamento sustentáveis no país. Em agosto de 2024, o então Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, afirmou que 63,6% da população tinha, à data, acesso à água potável, havendo necessidade de reforçar o abastecimento através da construção de mais barragens, especialmente no norte do país.

“No início do meu mandato, em 2015, o acesso à água potável situava-se em 51%, isto é, abastecia 12,6 milhões de pessoas, mas quando nós moçambicanos éramos 20 milhões. (…) Com a implementação de vários programas, com destaque para Água para Vida, o nível de cobertura evoluiu para 63,6%, beneficiando cerca de 20 milhões em 2024”, afirmou Nyusi, naquela data, durante a inauguração do sistema de abastecimento de água de Pemba, na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique.

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade