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Solar e eólica geraram mais energia do que combustíveis fósseis na UE pela primeira vez em 2025

Apesar do resultado positivo exposto no novo relatório da Ember, autora diz que UE deve dar prioridade a “reduzir significativamente a dependência do gás importado e caro”.

23 Jan 2026 - 16:45

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Foto: Freepik

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Pela primeira vez, as energias solar e eólica geraram mais eletricidade do que os combustíveis fósseis na União Europeia (UE), em 2025. A revelação foi feita no Relatório Europeu sobre Eletricidade, divulgado pelo “think thank” Ember, nesta quinta-feira. As duas fontes renováveis resultaram num recorde de 30% de energia produzida – com aumento significativo da solar -, à frente dos 29% derivados de fósseis.

“Este momento marcante mostra a rapidez com que a UE está a avançar para um sistema energético apoiado pela energia eólica e solar”, avançou a autora do relatório, Beatrice Petrovich. “À medida que a dependência dos combustíveis fósseis alimenta a instabilidade no cenário global, a aposta na transição para a energia limpa é mais clara do que nunca”, acrescentou.

A energia solar, em especial, cresceu 20,2%, pelo quarto ano consecutivo, e só no ano passado gerou um recorde de 13% da energia da UE, ao ultrapassar o carvão e a hidráulica. O relatório ressalta que todos os Estados-membros registaram uma subida na produção de energia solar face ao ano anterior, num contexto de enorme expansão das instalações solares na União. Esta fonte renovável forneceu mais de um quinto da eletricidade em Espanha, Hungria, Chipre, Grécia e Países Baixos.

Embora as condições meteorológicas invulgares tenham provocado uma queda de 12% na produção hidroelétrica e de 2% na eólica, conseguiram impulsionar a solar, fazendo com que as renováveis fornecessem quase metade da energia da UE (48%). A eólica continuou a ser a segunda maior fonte de eletricidade, responsável por 17% da energia do espaço comunitário, ultrapassando o gás.

Nos últimos cinco anos, as energias eólica e solar viram um aumento massivo, ao passarem de 20% em 2020 para 30% em 2025. Em contraste, as fontes fósseis caíram de 37% para 29% no período referido, enquanto as energias hidrelétrica e nuclear permaneceram estáveis ou diminuíram ligeiramente.

Por sua vez, a produção de gás aumentou 8% em 2025, em grande parte devido à redução da hidroelétrica. No entanto, o gás continua em declínio a longo prazo na UE e, no ano passado, ainda estava 18% abaixo do seu pico mais recente em 2019. Contudo, este crescimento elevou os custos da importação do gás à UE para 32 mil milhões de euros, 16% acima de 2024.

Este é o primeiro aumento desde a crise energética de 2022, com a Itália e a Alemanha a pagarem mais, indica a nota que apresenta o estudo. As horas com maior consumo de gás provocaram picos nos preços da eletricidade, com os valores médios para essas horas a subirem 11% em toda o bloco, em comparação com 2024.

“A próxima prioridade da UE deve ser reduzir significativamente a dependência do gás importado e caro”, continuou Beatrice Petrovich. Adicionou: “O gás não só torna a UE mais vulnerável à chantagem energética, como também faz subir os preços. Em 2025, vimos alguns sinais iniciais de uma maior utilização do armazenamento em baterias para transferir a energia renovável produzida internamente para as horas de maior consumo de gás. À medida que esta tendência se acelera, poderá limitar a quantidade de gás necessária nas horas da noite, estabilizando assim os preços”.

O carvão continua em declínio, ao registar o baixo valor histórico de 9,2%, considerando que há dez era responsável pelo fornecimento de um quarto da energia da UE. Em 19 países, a energia a carvão já é nula ou inferior a 5%. O mineral caiu mesmo nos maiores Estados produtores, a Alemanha e a Polónia, atingindo um mínimo recorde em ambos.

O relatório divulgado oferece a primeira visão geral do sistema energético da UE em 2025, em abrangência, e analisa dados relativos à produção e à procura de eletricidade na totalidade do ano nos 27 países-membros do bloco comunitário. A Ember constata que a ideia é compreender o progresso da região na transição dos combustíveis fósseis para a eletricidade limpa.

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