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UE reduziu emissões de gases com efeito de estufa em 20% desde 2013
Setor energético lidera descarbonização com quebra de 49%, mas transportes contrariam tendência com aumento de 14%. Portugal viu redução de 36% em 11 anos.
25 Jan 2026 - 15:02
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Foto: Freepik
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A União Europeia emitiu 3,3 mil milhões de toneladas de equivalentes de CO2 em 2024, o que representa uma redução de 20% desde 2013 e de 1% relativamente ao ano anterior, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Eurostat. No período compreendido, Portugal reduziu as suas emissões de gases com efeito de estufa em 36,2%. Os números confirmam uma trajetória descendente nas emissões da economia europeia, embora o ritmo de declínio mostre sinais de abrandamento.
O setor energético – que engloba o fornecimento de eletricidade, gás, vapor e ar condicionado – protagonizou a transformação mais radical, com uma queda de 49% nas emissões desde 2013, o equivalente a menos 512 milhões de toneladas de CO2. Tal evolução reflete a transição para fontes renováveis e o abandono progressivo de combustíveis fósseis na produção elétrica.
A mineração e exploração de pedreiras registaram a segunda maior taxa de declínio (-37%), seguidas pela indústria transformadora (-18%) e pelos serviços (-14%). Em conjunto, estas atividades económicas contribuíram para uma redução superior a 200 milhões de toneladas de equivalentes de CO2 na última década.
Contudo, nem todos os setores acompanharam esta tendência. Os transportes e armazenamento registaram um aumento de 14% nas emissões desde 2013, acrescentando 57 milhões de toneladas de CO2 equivalentes ao balanço global. A construção apresentou igualmente um crescimento, ainda que marginal, com mais 6%, correspondente a 3 milhões de toneladas adicionais.
A intensidade das emissões, indicador que mede a quantidade de gases poluentes por unidade de valor acrescentado bruto, diminuiu 34% no mesmo período. Segundo avança o Eurostat, esta evolução traduz uma maior eficiência climática da produção económica europeia: menos emissões para a mesma geração de riqueza. O fenómeno resulta da conjugação entre a redução das emissões e o aumento de 20% no valor acrescentado da economia da UE.
Entre os Estados-membros, a Estónia liderou a redução da intensidade emissora (-64%), seguida pela Irlanda (-50%) e Finlândia (-44%). Malta constitui a única exceção, tendo registado um aumento de 17% neste indicador desde 2013.
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