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ADENE apela a municípios que renovem compromissos climáticos até 2050
Após um inverno marcado por tempestades devastadoras, a agência defende que o planeamento local é decisivo para a resiliência climática e convoca reunião nacional para acelerar adesões ao Pacto de Autarcas.
20 Mar 2026 - 16:43
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Foto: Freepik
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Portugal entrou numa nova etapa da política climática local, com a ADENE a pedir aos municípios que atualizem os seus compromissos até 2050, no âmbito do Pacto de Autarcas para o Clima e Energia. A agência, que coordena a iniciativa em território nacional, já contactou todas as autarquias signatárias, num esforço de alinhamento que surge na sequência das eleições autárquicas de 2025.
A sucessão de tempestades no início de 2026 expôs vulnerabilidades estruturais e trouxe para o centro do debate a capacidade de resposta local. Na sua leitura, a ADENE conclui que a resiliência depende, em larga medida, do planeamento municipal.
“Os municípios estão na linha da frente da adaptação climática”, afirma o presidente da agência, Nelson Lage, defendendo que a renovação dos compromissos “reforça a capacidade do país para responder a um clima que já mudou”.
Nos últimos anos, a ação local portuguesa tem acumulado reconhecimento externo. Este ano, Guimarães está a assumir o título de Capital Verde Europeia, enquanto Águeda recebeu o prémio European Green Leaf. Dois exemplos que a ADENE usa para sustentar a ideia de que existe capacidade instalada, mas também margem para escalar políticas públicas.
A nova fase agora em curso implica três exigências concretas: renovar a adesão ao Pacto, integrar os Planos Municipais de Ação Climática (quando aplicável) e atualizar a representação autárquica na plataforma MyCovenant. Este processo “permitirá alinhar o território nacional num contexto de maior investimento, ambição e exigência em políticas de energia, clima e resiliência”, explica a agência.
Para acelerar o processo, a ADENE convocou uma reunião nacional online dirigida aos municípios que ainda não formalizaram a renovação. A sessão, marcada para 23 de março, pretende desbloquear atrasos e clarificar orientações num momento que a agência classifica como “decisivo”.
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