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Águas do Alto Alentejo quer reduzir fugas em 9,6 milhões de m3 nos próximos oito anos
A empresa intermunicipal explicou que o projeto “abre caminho à geração de créditos hídricos” no futuro e diz ser “a primeira entidade em Portugal a explorar e operacionalizar o conceito de 'Benefícios Volumétricos da Água'".
07 Out 2026 - 13:49
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A Águas do Alto Alentejo tornou-se pioneira em Portugal na exploração do conceito “Benefícios Volumétricos da Água”, prevendo reduzir as perdas na rede em “9,6 milhões de metros cúbicos em oito anos”, foi hoje anunciado.
Em comunicado, a empresa intermunicipal Águas do Alto Alentejo (AAA) explicou que o projeto, desenvolvido com a INDAQUA, que faz a gestão de sistemas de abastecimento de água para consumo humano e de saneamento de águas residuais, “abre caminho à geração de créditos hídricos”, no futuro.
“A água que deixa de se perder passa a ter valor mensurável e, no futuro, transacionável”, realçou a AAA, responsável pela gestão do sistema intermunicipal de abastecimento de água e saneamento de 10 concelhos do distrito de Portalegre.
Com esta aposta, a AAA anunciou ter-se tornado “a primeira entidade em Portugal a explorar e operacionalizar o conceito de ‘Benefícios Volumétricos da Água’ e a preparar a geração de créditos hídricos a partir da redução de água não faturada”.
Aquele conceito, esclareceu, visa que cada metro cúbico de água poupado face a um cenário de referência seja “quantificado segundo metodologias internacionais” e possa “converter-se num ativo”, o crédito hídrico.
A ficha do projeto pode ser consultada na plataforma aquapositive.com, na secção de projetos, e reúne objetivos, medidas, impactos e a ligação a 10 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, indicou a empresa, referindo que “o preço estimado é de 0,78 euros por metro cúbico (m3)”.
O diretor-geral da AAA, Rui Choças, citado no comunicado, salientou que, numa região “marcada pela escassez” hídrica, a mais-valia deste projeto reside em “transformar a eficiência do sistema” de água num “benefício hídrico mensurável”.
Segundo o responsável, a redução da água não faturada permite “evitar o desperdício físico e financeiro” nas redes, mas também “quantificar cientificamente” cada metro cúbico que a empresa consegue manter e devolver às bacias hidrográficas da região.
A empresa intermunicipal referiu ainda que o contrato de desempenho, com a duração de oito anos, abrange a rede de distribuição dos seus 10 municípios associados, concretamente Alter do Chão, Arronches, Castelo de Vide, Crato, Fronteira, Gavião, Marvão, Nisa, Ponte de Sor e Sousel, “com mais de 1.104 quilómetros”.
A meta passa por “reduzir as perdas de água em 9,6 milhões de m3”, ou seja, poupar “1,2 milhões de m3 de água por ano”, assumiu, frisando que “cabe à INDAQUA executar o programa e cumprir os indicadores acordados”.
A intervenção, assinalou, “inclui diagnóstico da rede e balanço hídrico, deteção e reparação de fugas, setorização, gestão de pressões, reabilitação de infraestruturas críticas e modernização da medição e monitorização”.
Os resultados vão ser verificados anualmente face ao cenário anterior ao contrato, o qual “poderá ser prolongado para 10 a 15 anos”, acrescentou.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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