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Águas do Ribatejo investe 6 ME em três ETAR para melhorar desempenho ambiental dos sistemas de saneamento
As três infraestruturas que vão ser renovadas têm já várias décadas de funcionamento e, apesar de terem sido alvo de intervenções pontuais ao longo dos anos, necessitam de obras profundas para responder aos requisitos ambientais atuais.
28 Set 2026 - 17:05
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A Águas do Ribatejo lançou concursos públicos para a reabilitação das estações de tratamento de águas residuais (ETAR) de Benfica do Ribatejo, Muge e Glória do Ribatejo, num investimento global de cerca de seis milhões de euros.
Em declarações à Lusa, o diretor-geral da Águas do Ribatejo, Miguel Carrinho, afirmou hoje que as três empreitadas integram um plano de investimentos mais vasto destinado a assegurar “a qualidade do serviço prestado às cerca de 140 mil pessoas servidas pela empresa e a melhorar o desempenho ambiental dos sistemas de saneamento”.
“São investimentos absolutamente fundamentais para continuar a permitir à Águas do Ribatejo recolher e tratar de forma adequada as águas residuais que são produzidas naqueles locais”, afirmou.
Segundo o responsável, as três infraestruturas têm já várias décadas de funcionamento e, apesar de terem sido alvo de intervenções pontuais ao longo dos anos, necessitam agora de obras profundas para responder aos “requisitos atuais e futuros em matéria de tratamento de águas residuais”.
No caso da ETAR de Benfica do Ribatejo, no concelho de Almeirim, Miguel Carrinho explicou que a instalação, construída antes da criação da Águas do Ribatejo, deixou de conseguir responder adequadamente ao aumento dos caudais resultante da expansão da rede de saneamento da localidade.
“O que chamamos uma reabilitação passará, na prática, por ter quase uma instalação totalmente nova e adaptada às exigências de hoje”, afirmou.
Relativamente à ETAR de Muge, no concelho de Salvaterra de Magos, o diretor-geral explicou que a atual tecnologia apresenta limitações, nomeadamente ao nível da desinfeção dos efluentes. O responsável indicou ainda que a localização da descarga segue para o rio Tejo, junto de zonas consideradas sensíveis do ponto de vista hídrico, obriga à introdução de novos processos de tratamento.
Já a ETAR da Glória do Ribatejo enfrenta dificuldades semelhantes, decorrentes da antiguidade das infraestruturas e da necessidade de adaptação a normas ambientais mais exigentes do que aquelas que vigoravam quando foi construída.
Para Miguel Carrinho, estes investimentos assumem particular relevância numa altura em que entra em vigor a nova diretiva europeia relativa às águas residuais urbanas, que impõe novos requisitos ao setor e obriga as entidades gestoras a reforçar os níveis de tratamento e controlo ambiental.
“Temos aqui um desafio acrescido nesta área, que decorre da entrada em vigor da nova Diretiva Europeia das Águas Residuais Urbanas”, afirmou, acrescentando que as novas regras exigirão a mobilização de “recursos financeiros muito significativos”.
Os três projetos foram candidatados a financiamento comunitário no âmbito do programa Sustentável 2030, apoio que o responsável considera decisivo para a concretização das empreitadas.
“Estamos a falar de um valor na ordem dos seis milhões de euros, o que é um valor muito significativo para uma entidade gestora da nossa dimensão”, referiu.
Questionado sobre os prazos previstos, Miguel Carrinho indicou que as obras deverão decorrer entre cerca de ano e meio e pouco mais de dois anos, consoante a complexidade de cada intervenção, tendo a empresa procurado definir calendários que considerou realistas.
O diretor-geral sublinhou ainda que, embora os investimentos tenham impacto direto nas localidades abrangidas, os benefícios se estenderão a uma escala regional, dado que a melhoria do tratamento das águas residuais contribui para a qualidade global das massas de água da região.
“São projetos muito importantes para a região”, afirmou, defendendo que a melhoria da qualidade do tratamento dos efluentes terá reflexos positivos na proteção dos recursos hídricos da Lezíria do Tejo.
A Águas do Ribatejo, empresa intermunicipal que serve cerca de 140 mil habitantes em sete municípios da Lezíria do Tejo, é responsável pela gestão dos sistemas de abastecimento de água e saneamento da região.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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