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Bruxelas anuncia 1,8 mil milhões para expandir produção de baterias na Europa

No plenário sobre o Estado da União 2025, Ursula von der Leyen prometeu apostar nas tecnologias limpas e na proteção da indústria europeia face à “concorrência desleal”.

11 Set 2025 - 12:46

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Ursula Von der Leyen | Foto: Comissão Europeia

Ursula Von der Leyen | Foto: Comissão Europeia

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, apresentou, nesta quarta-feira, um novo pacote de medidas para acelerar a transição tecnológica limpa na União Europeia, reforçar a independência energética e proteger a indústria do bloco face à concorrência internacional.

“O setor europeu das tecnologias limpas deve permanecer na Europa – e temos de agir com urgência”, afirmou em plenário sobre o Estado da União 2025, sublinhando que para isso é necessário garantir que a indústria do bloco disponha de materiais próprios.

Entre as propostas, destacam-se o lançamento do “Battery Booster”, um programa que disponibilizará 1,8 mil milhões de euros em capital próprio para aumentar a produção de baterias na Europa – consideradas essenciais para a mobilidade elétrica – e a introdução de um critério “made in Europe” nos concursos públicos.

A Comissão compromete-se ainda a avançar com um Ato da Economia Circular e a apresentar um novo Ato de Aceleração Industrial, destinado a impulsionar setores estratégicos.

Aspirar a mais investimento e independência

Von der Leyen insistiu que esta transformação não é apenas ambiental, mas também económica e geopolítica. “A ciência é absolutamente clara. E a lógica económica e de segurança é igualmente convincente. Na verdade, esta transformação é central para o nosso impulso de independência. Porque reduz a nossa dependência energética”, afirmou, defendendo que o continente deve manter a liderança mundial nas patentes de tecnologia limpa e aproximar-se do investimento norte-americano em capital de risco.

O Pacto Ecológico Europeu, sublinhou, está a permitir que mais de 70% da eletricidade na União já provenha de fontes com baixas emissões de carbono. Adiantou ainda que a UE está “firmemente no caminho” da meta para 2030, nomeadamente reduzir as emissões em pelo menos 55%.

No entanto, a presidente da Comissão Europeia advertiu que a Europa não pode depender da importação de aço que os seus fabricantes de automóveis precisam ou dos fertilizantes essenciais aos agricultores. “Ficaríamos à mercê do preço, do volume e da qualidade que outros estejam dispostos e capazes de fornecer”, garante ao reforçar que “a Europa será sempre aberta. Gostamos da concorrência. Mas protegeremos sempre a nossa indústria da concorrência desleal”.

Para tal, Bruxelas prepara um novo instrumento comercial de longo prazo, que substituirá as atuais salvaguardas do aço, prometendo condições às empresas siderúrgicas que investem na descarbonização.

O processo de transição, frisou, deve ser acompanhado por apoios às populações e às empresas. O Fundo Social para o Clima será um dos mecanismos de compensação, bem como o aumento do investimento público e privado.

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