3 min leitura
Centenas de bétulas e pinheiros dão nova vida a área ardida no Gerês
Ação de reflorestação pretende restaurar área queimada pelos incêndios que atingiram este território em 2025. Já foram plantados 300 pinheiros-silvestres e 270 bétulas, em Fafião, no concelho de Montalegre.
31 Mar 2026 - 12:35
3 min leitura
Foto_ WWF Portugal
- Quercus critica abate de pinheiros-mansos junto à Lagoa de Albufeira em Sesimbra
- Madeira avança com apoio de 3 milhões de euros aos setores mais expostos à crise energética
- Portugal e Espanha no epicentro do pior ano de incêndios da União Europeia
- Portugal arrisca falhar transição energética justa sem reforço de fundos europeus
- Centenas de bétulas e pinheiros dão nova vida a área ardida no Gerês
- Bruxelas clarifica regras para reduzir resíduos de embalagens na União Europeia
Foto_ WWF Portugal
Uma ação de reflorestação de área ardida do Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG) incluiu a plantação de 300 pinheiros-silvestres e 270 bétulas em Fafião, concelho de Montalegre, e envolveu a comunidade, associações e empresas. Júlio Marques, da Associação Vezeira, em Fafião, aldeia inserida no PNPG, disse nesta terça-feira à agência Lusa que o objetivo é restaurar área queimada pelos incêndios que atingiram este território em 2025.
“De uma área protegida de 33 hectares, arderam 12. Ardeu uma grande parte. Era uma zona de intervenção bastante interessante que já tinha uma área considerável de bétulas e de pinheiros”, especificou o responsável.
Para mitigar os prejuízos causados pelo fogo, estão a ser realizadas ações de limpeza, com a retiradas as árvores queimadas, de restauro e de plantação de espécies autóctones do Gerês. Numa primeira iniciativa, referiu, foram plantadas 270 bétulas em 13 hectares, 300 pinheiros-silvestres em dois hectares e 10 hectares foram intervencionados com vista à regeneração natural.
Segundo explicou Júlio Marques, pretende-se ainda restabelecer a reinstalação do pinheiro-silvestre, uma espécie autóctone do PNPG. Estas iniciativas, defendeu, são muito importantes para voltar a vida a esta área do parque nacional afetada pelos incêndios.
“É tão vital que vão realizar-se outras intervenções dentro da mesma área”, salientou, explicando que a zona foi também vedada para impedir a entrada de animais enquanto as plantas estão em crescimento. Júlio Marques disse que todo este cuidado visa voltar a ter “uma floresta futuramente”.
A primeira ação de reflorestação realizou-se no dia 26 de março decorreu no âmbito da Re-Store Portugal, uma iniciativa da organização ambientalista WWF Portugal que pretende acelerar o restauro ecológico no país, mobilizando cidadãos, empresas e decisores.
No início do mês WWF Portugal anunciou que um investimento de 1,8 milhões de euros no restauro da natureza até 2030. Júlio Marques referiu que a operação envolveu várias entidades como a Associação Vezeira e a comunidade dos baldios de Fafião, a WWF, o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e teve como principal patrocinador a EDP, cujos funcionários colaboraram também na ação.
O responsável lembrou que a Associação Vezeira e a comunidade dos baldios de Fafião têm promovido, nos últimos 12 anos, a iniciativa “Plante uma árvore, faça nascer uma floresta no Gerês” que junta a comunidade e as escolas. Para além de lutar para manter a tradição da vezeira, pastorear à vez os animais (caprino/bovino), esta associação organiza anualmente o festival “Aldeia de Lobos”, dedicado ao lobo ibérico.
- Quercus critica abate de pinheiros-mansos junto à Lagoa de Albufeira em Sesimbra
- Madeira avança com apoio de 3 milhões de euros aos setores mais expostos à crise energética
- Portugal e Espanha no epicentro do pior ano de incêndios da União Europeia
- Portugal arrisca falhar transição energética justa sem reforço de fundos europeus
- Centenas de bétulas e pinheiros dão nova vida a área ardida no Gerês
- Bruxelas clarifica regras para reduzir resíduos de embalagens na União Europeia