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Cimenteira Secil vendida à espanhola Molins por 1,4 mil ME

Fundada em 1930, a Secil é uma das principais empresas portuguesas do setor cimenteiro. A multinacional espanhola está presente em 13 países e espera expandir-se para o Brasil com esta aquisição.

19 Dez 2025 - 12:27

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Foto: Secil

Foto: Secil

O grupo de investimento Semapa, que possui entre outras a papeleira Navigator, anunciou a venda da cimenteira Secil à congénere espanhola Molins por 1,4 mil milhões de euros, concretizando-se o negócio no primeiro trimestre de 2026.

“Esta operação representa um movimento estratégico para o grupo, permitindo fortalecer a nossa capacidade de investimento, dentro da estratégia delineada de diversificação do ‘portefólio’”, disse o diretor-executivo da Semapa, Ricardo Pires, citado em comunicado.

Por sua vez, o diretor-executivo do grupo Molins, Marcos Cela, afirmou: “Juntos, iremos expandir a nossa oferta de soluções circulares e de baixo carbono, de elevado valor, para os nossos clientes, criando novas oportunidades para as nossas pessoas. Estou ansioso por dar as boas-vindas aos 2.900 colaboradores da Secil à Molins.

A Secil, fundada em 1930, “é uma das principais empresas portuguesas do setor cimenteiro, com presença internacional e uma trajetória de crescimento e criação de valor reconhecida no setor”, refere a nota divulgada pela Semapa.

O grupo Semapa diz ter “mais de 8.000 colaboradores e presença em quatro continentes” e que, “em 2025, mais de 75% do seu volume de negócios foi gerado em mercados internacionais”.

Do seu portefólio fazem parte outras empresas como ETSA (comida animal, indústria alimentar, etc.), Semapa Next (‘startups’), UTIS (combustão industrial), Triangle’s (quadros de bicicletas) ou Imedex (tecnologia clínica).

Os títulos da Semapa fecharam na quinta-feira a subir 1,43% para 17 euros.

Multinacional Molins está presente em 13 países

A multinacional espanhola está presente em 13 países de quatro continentes e desembarcou em Portugal em meados deste ano, com a aquisição da Concremat, especializada na pré-fabricação de betão.

O grupo Molins, fundado em 1928 na Catalunha, no nordeste de Espanha, com o nome Cimentos Molins, é hoje uma multinacional do setor da construção que, a par do negócio do cimento e betão, se dedica também à produção de agregados, pré-fabricados de betão e outras soluções para a construção.

Segundo dados da empresa, em 2024, o negócio de pré-fabricados já representou 16% do total da faturação do grupo (cerca de 220 milhões de euros), enquanto o cimento e o betão geraram 70% das vendas.

O presidente executivo da Molins, Marcos Cela, disse em junho passado, quando a empresa anunciou a compra da Concremat em Portugal, que a industrialização “é fundamental para oferecer casas mais eficientes e com prazos de entrega mais curtos”.

Segundo Marcos Cela, o plano estratégico do grupo passa pelo objetivo de fazer crescer as áreas especializadas em soluções para a construção para além do negócio tradicional de produção de cimento e betão, nomeadamente, a aposta num modelo de construção industrializado, atendendo à necessidade de acelerar a oferta de casas em países como Espanha, que lidam com uma crise na habitação, e de questões ligadas à sustentabilidade.

“Portugal é um mercado importante no sul da Europa e a Concremat tem uma sólida trajetória, capacidades industriais consolidadas e uma cultura empresarial que se alinha perfeitamente com a da Molins”, disse então Marcos Cela, citado pela imprensa espanhola.

Com cerca de 7.000 trabalhadores em todo o mundo, o grupo Molins está atualmente em 13 países – Espanha, Portugal, Bósnia, México, Argentina, Uruguai, Bolívia, Colômbia, Croácia, Turquia, Tunísia, Bangladesh e Índia, segundo a informação disponível na página na Internet da empresa.

Com a compra da Secil, a Molins espera expandir-se para o Brasil, sendo o único grande mercado da América Latina em que ainda não está presente.

A Molins prevê, por outro lado, que a Secil contribua de forma “imediata e sustentada para os resultados” do grupo “desde o primeiro ano”, tendo em conta “um importante potencial de sinergias”, entre outros aspetos.

O grupo Molins teve lucros de 141 milhões de euros nos primeiros três trimestres deste ano (janeiro a setembro), menos 8% do que no mesmo período de 2024, uma queda que a empresa justificou com um impacto negativo da desvalorização nas moedas do México e da Argentina, dois dos mercados em que opera.

A multinacional faturou 1.004 milhões de euros até setembro (menos 2% do que em 2024), num período em que o EBITDA (resultado antes de pagar juros, amortizações ou impostos) foi 263 milhões de euros (menos 4%).

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

 

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