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CIP considera pacote de 2.500 ME adequado para mitigar danos da tempestade Kristin, mas exige implementação rápida

Armindo Monteiro pede pragmatismo na execução das medidas de apoio às empresas afetadas pela depressão que assolou o centro do país e alerta para risco de milhares de postos de trabalho.

02 Fev 2026 - 17:38

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Presidente da CIP, Armindo Monteiro | Foto: Confederação Empresarial de Portugal

Presidente da CIP, Armindo Monteiro | Foto: Confederação Empresarial de Portugal

A CIP – Confederação Empresarial de Portugal considerou, nesta segunda-feira, que o pacote de 2.500 milhões de euros anunciado pelo Governo para mitigar os danos da depressão Kristin responde às necessidades, desde que seja implementado rapidamente e sem complicações.

“Em vez de um plano perfeitinho, […] é preciso um pragmatismo para que a ajuda chegue rapidamente e de uma forma descomplicada. Porque muitas vezes fazem-se planos sempre perfeitos, mas que pela sua execução não resolvem coisa nenhuma”, afirmou Armindo Monteiro em declarações à agência Lusa.

Salientando que o país vive atualmente “uma situação de urgência”, com “um rasto de destruição total em muitas zonas”, o dirigente associativo enfatizou estarem em causa “milhares de postos de trabalho numa das zonas mais constituídas por pequenas e médias empresas, que estão em risco”.

“Podemos ter aquela zona, que é das mais empreendedoras, numa base de subsídios de desemprego e não pode ser. Estas medidas têm que permitir duas coisas: uma, manter os postos de trabalho; e a outra, voltar rapidamente ao volume de produção”, sustentou.

Para Armindo Monteiro, o plano de apoio anunciado no domingo pelo executivo de Luís Montenegro vai ao encontro das necessidades atuais e das “situações cirúrgicas” que a CIP considera que têm de ser endereçadas, já que “permite ter situações de apoio para períodos de carência, situações de apoio para a Segurança Social, apoio à tesouraria e permite identificar já a reposição dos equipamentos necessários para as empresas retomarem” a atividade.

Contudo, “é fundamental que seja feito e seja feito rápido”, embora tal não queira dizer “sem escrutínio”, sustentou.

“O escrutínio é necessário que seja feito. Mas uma coisa é escrutinar para que o dinheiro seja bem entregue e bem aplicado, e outra coisa é papéis e papelinhos enquanto está esta situação caótica. É preciso ser pragmático para que as medidas cheguem ao terreno e rapidamente se consiga manter os postos de trabalho e voltar aos volumes de produção”, reiterou o dirigente da CIP.

De acordo com Armindo Monteiro, importante é também “recuperar o ânimo” dos empresários afetados, que, “se não houver um sentimento de solidariedade, podem naturalmente desistir”.

“Imagine-se o que é um empresário que tem ali todo o seu património, porque, em muitos casos, o património empresarial das pequenas e médias empresas confunde-se com o próprio património pessoal. Pode não retomar e dizer simplesmente que tudo está perdido”, disse.

“É preciso recuperar o ânimo daqueles que perderam tudo para que voltem a ter a coragem e a motivação para recomeçar. É que recomeçar, muitas vezes, é mais difícil do que começar”, rematou.

O Governo anunciou no domingo um pacote de apoios de 2.500 milhões de euros para mitigar os danos causados pela tempestade Kristin, destinando-se esta verba à recuperação de infraestruturas, apoio a empresas e auxílio a famílias afetadas, incluindo a reconstrução de habitações sem seguro.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até 8 de fevereiro.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

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