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Comissário europeu quer “resultados concretos” nas negociações comerciais com a China
Maroš Šefčovič reuniu-se em Pequim com o ministro chinês do Comércio para discutir o desequilíbrio comercial entre a União Europeia e a China, o acesso das empresas europeias ao mercado chinês e as restrições à exportação de matérias-primas críticas.
09 Out 2026 - 08:47
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O comissário europeu do Comércio e Segurança Económica, Maroš Šefčovič, afirma esperar “resultados concretos” das negociações com a China, iniciadas nesta quinta-feira, em Pequim, com o objetivo de reequilibrar as relações comerciais entre as duas partes.
A deslocação, que se estende ainda por esta sexta-feira, inclui a participação no diálogo sobre comércio e investimento entre a União Europeia (UE) e a China. Entre os temas em discussão estão o acesso das empresas europeias ao mercado chinês e as restrições impostas por Pequim à exportação de matérias-primas críticas.
“Após três meses de contactos intensivos, estamos a trabalhar arduamente para reequilibrar as relações comerciais entre a UE e a China”, afirmou Šefčovič, após reunir-se com o seu homólogo chinês, o ministro do Comércio, Wang Wentao. Numa publicação na rede social X, o comissário europeu sublinhou que é “fundamental que a primeira fase das nossas negociações, no âmbito das Consultas sobre Comércio e Investimento, produza resultados concretos”.
As negociações decorrem após meses de tensões crescentes entre a UE e a China. Na quinta-feira, Šefčovič considerou “insustentável” o défice comercial da UE com a China, que ronda os mil milhões de euros por dia, reforçando a pressão para corrigir os desequilíbrios nas trocas comerciais entre os dois blocos.
Na véspera da visita do comissário à China, os eurodeputados defenderam medidas urgentes para reduzir os riscos associados à “dependência económica excessiva” da UE em relação à China, apontando as matérias-primas críticas, as baterias e os veículos elétricos entre os setores prioritários.
Numa recomendação dirigida ao Conselho da União Europeia, à Comissão Europeia e à alta representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, os eurodeputados pediram maior proteção das tecnologias, infraestruturas e cadeias de abastecimento críticas.
O Parlamento identifica a sobrecapacidade industrial da China, as subvenções estatais e outras restrições ao acesso das empresas europeias ao mercado chinês como desafios crescentes para a economia da UE. Exigem, por isso, reciprocidade e condições de concorrência equitativas no comércio e no investimento, apoiando uma ação proporcionada da UE nos casos em que a China não abra os seus mercados internos
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