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Brasil e China no topo das importações agrícolas enquanto UE promete travar desflorestação

As importações de produtos agrícolas cresceram 9,3% em 2025, com Reino Unido e EUA a completar a liderança dos países que mais colocam este género de bens na União Europeia.

13 Mai 2026 - 14:59

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Foto: Magnific

Foto: Magnific

A União Europeia (UE) está a reforçar as regras contra a desflorestação, mas continua dependente de importações agrícolas de países frequentemente associados à pressão sobre florestas tropicais. Em 2025, o Brasil liderou as importações agrícolas para a UE e a China permaneceu entre os principais parceiros comerciais, segundo novos dados revelados pelo Eurostat.

Mais especificamente, a maior parte das importações de produtos agrícolas para o espaço comunitário teve origem no Brasil (8,5%; 18,2 mil milhões de euros), Reino Unido (8,0%; 17,1 mil milhões de euros), Estados Unidos (6,2%; 13,3 mil milhões de euros) e China (5,1%; 10,9 mil milhões de euros).

Em comparação com 2024, os principais parceiros comerciais da UE no setor agrícola mantiveram-se globalmente estáveis. No entanto, a quota das importações provenientes da Ucrânia caiu de 6,7% para 5,0%, devido ao fim das medidas de facilitação comercial anteriormente concedidas aos produtos agrícolas.

No ano em análise, a UE exportou produtos agrícolas no valor de 238,2 mil milhões de euros e importou 213,5 mil milhões de euros, gerando um excedente de 24,7 mil milhões de euros. Em comparação com 2024, tanto as exportações como as importações registaram aumentos homólogos de 1,6% e 9,3%, respetivamente.

Entre 2015 e 2025, o comércio de produtos agrícolas expandiu-se significativamente, com as exportações a crescerem a uma taxa média anual de 4,4% e as importações a uma taxa ligeiramente superior de 5,0%, revela o Eurostat.

Gráfico: Eurostat

Recorde-se que a UE está em pleno processo de implementação da Lei da Desflorestação, que visa garantir que produtos colocados no mercado europeu, como cacau, café, óleo de palma, soja, madeira, borracha e carne bovina, não resultam de desflorestação, contribuindo para o combate às alterações climáticas e à perda de biodiversidade.

O calendário inicial revelou-se, porém, excessivamente ambicioso para parte do tecido empresarial e o oficialmente chamado Regulamento da Desflorestação da União Europeia (EUDR, na sigla inglesa) tem vindo sucessivamente a ser adiado e alterado, estando prevista a sua plena entrada em vigor no final de 2026.

Mais recentemente, de acordo com a nova agenda de simplificação da UE, a Comissão Europeia retirou o couro e os pneus recauchutados da lista de produtos que deverão respeitar o EUDR. A revisão da simplificação do regulamento, publicada no início de maio, inclui um projeto de ato delegado sobre o âmbito dos produtos abrangidos pelo EUDR, integrando o contributo das partes interessadas durante a fase de consulta. Entre as alterações, destacam-se também a adição de produtos a jusante, como o café solúvel e certos derivados do óleo de palma.

 

 

 

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