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SBTi quer “revisão urgente” dos critérios de descarbonização para setor das florestas, terras e agricultura
Iniciativa pretende atualizar regras para travar a desflorestação e alinhar compromissos empresariais com novos referenciais internacionais. Estas atividades representam quase um quarto das emissões globais.
07 Out 2025 - 15:01
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A Science Based Targets initiative (SBTi), iniciativa que define as metodologias de referência mundial para metas de descarbonização empresariais, abriu uma consulta pública para fazer uma “revisão urgente” dos seus critérios para o setor de florestas, terras e agricultura (FLAG, na sigla em inglês), responsável por cerca de 25% das emissões globais.
O processo, aberto até 6 de novembro, visa ajustar dois critérios considerados críticos (o 1 e o 4) para garantir maior viabilidade e alinhamento com as novas normas internacionais de sustentabilidade e descarbonização.
Entre as principais propostas, destaca-se a exigência de que as empresas que já tenham metas de redução de emissões definidas passem a estabelecer metas FLAG antes do final do seu ciclo obrigatório de revisão de cinco anos, em vez de num prazo de seis meses após novas orientações do Protocolo de Gases com Efeito de Estufa (GEE).
A SBTi propõe também que as empresas tenham até dois anos após a submissão das suas metas FLAG para validação para eliminar a desflorestação, com prazo máximo até 31 de dezembro de 2030. Outras alterações incluem o uso de uma data de corte anterior à submissão da meta para comprovar a não-desflorestação e a atualização da lista de produtos abrangidos, em conformidade com o novo Regulamento da União Europeia sobre Desflorestação.
O SBTi destaca que o setor FLAG é simultaneamente impactante e impactado pelas alterações climáticas, tornando-se central na transição para emissões líquidas nulas. “As atividades FLAG representam quase um quarto das emissões globais. Ao mesmo tempo, o setor perde cerca de 123 mil milhões de dólares por ano devido a desastres naturais — o equivalente a aproximadamente 114 mil milhões de euros, ou 5% do PIB agrícola mundial. Ao definirem metas baseadas na ciência, em linha com a Orientação FLAG da SBTi, e ao estabelecerem estratégias adequadas de descarbonização, as empresas podem contribuir para estabilizar o clima e preservar as terras das quais dependem para as suas atividades”, refere a iniciativa de metas baseadas na ciência. Sublinha ainda que o objetivo é garantir critérios “cientificamente robustos, mas aplicáveis na prática empresarial”.
Após a consulta, as novas regras deverão ser publicadas no primeiro trimestre de 2026, com aplicação imediata às empresas que definam novas metas FLAG. As metas já validadas continuarão válidas, mas poderão ser ajustadas voluntariamente aos novos critérios.
Recorde-se que, embora a SBTi não tenha poder regulatório, define as metodologias de referência mundial para metas de descarbonização empresariais. A validação pela SBTi é voluntária, mas tem forte peso reputacional e financeiro, sendo valorizada por investidores, reguladores e grandes cadeias de fornecimento.
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