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Repsol assina acordo com Venezuela para aumentar produção de petróleo
Petrolífera espanhola retoma atividade com estatais venezuelanas, após EUA emitirem licenças de autorização. Empresa espera aumentar produção em 50% no prazo de um ano.
16 Abr 2026 - 10:34
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Foto: Repsol/flickr
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Foto: Repsol/flickr
A Repsol assinou um novo acordo com o Ministério dos Hidrocarbonetos da Venezuela e a estatal PDVSA que abre caminho ao aumento da produção de petróleo no campo de Petroquiriquire, onde a empresa espanhola detém 40% do capital. A petrolífera produz atualmente cerca de 45 mil barris diários no país e admite aumentar esse volume em 50% no prazo de um ano e triplicá-lo em três, desde que se mantenham as condições operacionais e regulatórias.
Segundo o responsável pelas áreas de exploração e produção da Repsol, Francisco Gea, o acordo “sublinha o compromisso” da empresa com a Venezuela, onde opera desde 1993, tendo “os ativos e as capacidades técnicas, operacionais e humanas no terreno” para aumentar a produção no país.
A decisão insere-se num Acordo-Quadro, assinado em 2023 e revisto em 2024, que define as bases para prolongar as concessões e integrar novos ativos, como os campos de Tomoporo e La Ceiba. A execução dependerá, entre outros fatores, do agendamento por parte da PDVSA de carregamentos de crude pesado equivalentes à produção.
O novo enquadramento surge num momento de reconfiguração do setor energético venezuelano, com a flexibilização de sanções a certas empresas por parte dos Estados Unidos, incluindo a Repsol. Estas licenças avançaram em fevereiro, após a invasão dos norte-americanos da Venezuela e a captura do então Presidente, Nicolás Maduro, a 3 de janeiro.
A emissão de licenças permite à Repsol e a outras empresas retomar operações e transações com entidades estatais venezuelanas.
Nas últimas semanas, a petrolífera espanhola tem reforçado a sua presença no país. Em março, assinou com a italiana Eni um acordo para garantir a continuidade da produção de gás no projeto Cardón IV até 2026, num esforço mais amplo para estabilizar as operações energéticas.
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