2 min leitura
CAP acusa Governo de excluir agricultores e falha apresentação do plano de restauro da natureza
A confederação acusa o Executivo de avançar com o plano sem discutir previamente as medidas na comissão de acompanhamento e exige o adiamento da apresentação para garantir maior consenso e legitimidade ao processo.
02 Jun 2026 - 14:33
2 min leitura
Álvaro Mendonça e Moura, presidente da CAP | Foto: Conselho Económico e Social
- Viseu passa a ter transportes públicos gratuitos para residentes a partir de hoje
- Governo canaliza 4,5 ME para apoiar agricultores e produtores florestais com projetos de sequestro de carbono
- Porto com informação sobre autocarros em tempo real no WhatsApp
- Zona de Emissões Reduzidas de Lisboa vai ter “gémeo digital” para testar políticas públicas
- Câmara de Gavião manifesta-se contra projeto fotovoltaico da Endesa
- Associação espanhola de centros de dados antecipa que novas regras vão comprometer quase 90% dos novos projetos
Álvaro Mendonça e Moura, presidente da CAP | Foto: Conselho Económico e Social
A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) adiantou nesta terça-feira que estará propositadamente ausente da apresentação do Plano Nacional de Restauro da Natureza, acusando o Governo de quebra de confiança por não discutir as medidas na comissão de acompanhamento.
“A CAP entende que a decisão do Governo de avançar com a apresentação pública do Plano Nacional de Restauro da Natureza (PNRN) sem que as medidas nele contidas tenham sido previamente discutidas e apreciadas pela Comissão de Acompanhamento criada para esse efeito é incompreensível e institucionalmente grave”, defendeu, em comunicado.
Para a CAP, esta atitude representa uma “quebra de confiança difícil de compreender” para além de lançar uma “sombra desnecessária” sobre todo o processo.
A confederação liderada por Álvaro Mendonça e Moura sublinhou ainda que, ao agir desta forma, o Governo alimenta um clima de suspeição junto dos agricultores, produtores florestais e da sociedade em geral.
Conforme referiu, o processo deve regressar a uma discussão aprofundada das medidas na comissão de acompanhamento, para além da abertura da consulta pública.
Só depois deverá ser aprovado para a submissão à Comissão Europeia.
- Álvaro Mendonça e Moura é candidato único à presidência da Confederação dos Agricultores de Portugal
“Caso seja necessário prolongar os prazos inicialmente previstos, o Governo deve informar Bruxelas (como tantas vezes faz em tantos outros processos) de que as discussões nacionais ainda decorrem, garantindo assim a legitimidade e robustez do documento final”, ressalvou.
A CAP insta o Governo a adiar a apresentação do plano e a convocar uma reunião extraordinária da comissão de acompanhamento, da qual a confederação faz parte.
Portugal vai investir até 2030 uma média de 500 milhões de euros por ano em restauro da natureza, tendo identificado necessidades de restauro em todos os setores, para os quais são propostas mais de 400 medidas.
Os números fazem parte do PNRN, que é hoje apresentado pelo Governo e que prevê intervenções para restaurar ecossistemas terrestres, marinhos, fluviais, urbanos, agrícolas e florestais.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
- Viseu passa a ter transportes públicos gratuitos para residentes a partir de hoje
- Governo canaliza 4,5 ME para apoiar agricultores e produtores florestais com projetos de sequestro de carbono
- Porto com informação sobre autocarros em tempo real no WhatsApp
- Zona de Emissões Reduzidas de Lisboa vai ter “gémeo digital” para testar políticas públicas
- Câmara de Gavião manifesta-se contra projeto fotovoltaico da Endesa
- Associação espanhola de centros de dados antecipa que novas regras vão comprometer quase 90% dos novos projetos