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Portugal quer duplicar capacidade de armazenamento de energia até 2030
Estratégia Nacional de Armazenamento prevê 6,9 GW de capacidade instalada em 2030 e 9,76 GW em 2040 para reforçar a integração das renováveis e a segurança do sistema elétrico. Documento está em consulta pública.
31 Ago 2026 - 08:33
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Portugal deverá duplicar a sua capacidade de armazenamento de energia até 2030, para 6,9 GW, segundo a proposta de Estratégia Nacional de Armazenamento de Energia (ENAE) que se encontra em consulta pública. A medida pretende reforçar a integração da produção renovável no sistema elétrico, aumentar a segurança de abastecimento e reduzir a dependência energética do exterior.
A ENAE é composta pelo Plano de Ação que define as metas e medidas para a integração do armazenamento de energia elétrica no Sistema Elétrico Nacional (SEN) até 2040 e pelo Estudo Técnico que o suporta.
Em comunicado, o Ministério do Ambiente e da Energia (MAEn) explica que, no âmbito da transição energética, eixo central da política energética nacional, “o armazenamento de energia permite maximizar o aproveitamento da produção nacional de origem renovável, mitigar a variabilidade da produção eólica e solar e reforçar a segurança de abastecimento, a flexibilidade e a estabilidade do SEN. Simultaneamente, a capacidade de armazenamento reduz a dependência de importações de combustíveis fósseis e reforça a soberania energética nacional”.
Em linha com as metas de descarbonização, eletrificação e integração de energias renováveis fixadas pelo Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC 2030), o Governo desenvolveu, com base em estudos técnicos realizados pelo INESC TEC, INESC-ID e IN+, o Plano de Ação que integra esta Estratégia Nacional, definindo como metas 6,9 GW de capacidade instalada de armazenamento em 2030 e 9,76 GW em 2040.
Para o MAEn, o armazenamento deve contar com soluções de implementação rápida e vida útil mais curta (como as baterias), mas também com projetos de maior escala, maior capacidade energética e maior longevidade (como a bombagem hidroelétrica).
O Plano de Ação da ENAE estabelece ainda os princípios de mercado e os sinais económicos necessários para valorizar o contributo do armazenamento para a flexibilidade, a segurança e a estabilidade do SEN, e também identifica as medidas necessárias à concretização das metas definidas, organizadas em torno de quatro eixos: a valorização económica e a participação em serviços de sistema, o enquadramento regulatório, a simplificação da ligação à rede e a inovação tecnológica.
Para a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, “o aumento da capacidade de armazenamento promove maior competitividade no mercado de energia e a diminuição progressiva de energia produzida pelas centrais de gás natural de ciclo combinado, o que cria condições para ter energia mais acessível, mais barata e limpa”.
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