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Ursula von der Leyen: “Produzir mais eletricidade limpa é apenas metade do caminho”
No discurso dirigido à conferência ONS 2026, na Noruega, a presidente da Comissão Europeia destacou ainda a meta de fazer com que a eletricidade represente 46% do consumo final de energia da União Europeia até 2040.
24 Ago 2026 - 11:45
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Foto Alain Rolland Parlamento Europeu
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu nesta segunda-feira que a Europa tem de acelerar a eletrificação da economia, sublinhando que aumentar a produção de eletricidade limpa não é suficiente para concretizar a transição energética.
“Produzir mais eletricidade limpa é apenas metade do caminho. Temos também de a utilizar”, afirma a presidente, numa mensagem em vídeo dirigida à conferência ONS 2026, em Stavanger, na Noruega.
No seu discurso, von der Leyen destacou ainda a meta de fazer com que a eletricidade represente 46% do consumo final de energia da União Europeia até 2040. O objetivo, apresentado em julho pela Comissão Europeia (CE) no âmbito do Plano de Ação para a Eletrificação, será avaliado no âmbito do pacote da União da Energia para o período pós-2030.
Acelerar a eletrificação é também uma forma de reduzir a vulnerabilidade energética da Europa, de acordo com a presidente da Comissão. “Enquanto a Europa continuar dependente dos combustíveis fósseis, continuaremos vulneráveis”, afirma. “É por isso que estamos a acelerar a transição para uma energia limpa e produzida internamente”, garante von der Leyen.
De acordo com a presidente da CE, mais de 70% da eletricidade da União Europeia já é produzida a partir de fontes limpas e, pela primeira vez, a produção conjunta de eletricidade eólica e solar ultrapassou a geração proveniente de todos os combustíveis fósseis.
Apesar do avanço na produção de eletricidade limpa, a eletricidade representa atualmente apenas 23% do consumo final de energia da União Europeia. Assim, a Comissão pretende acelerar a eletrificação dos transportes, dos edifícios e da indústria, setores que continuam a depender em grande medida de combustíveis fósseis.
“Precisamos que uma maior parte da nossa mobilidade, do nosso aquecimento e das nossas indústrias funcione com eletricidade limpa produzida internamente”, afirma von der Leyen.
A presidente da Comissão destacou ainda o Pacote para as Redes, destinado a adaptar as infraestruturas energéticas europeias ao aumento da eletrificação, e sublinhou a necessidade de desenvolver as tecnologias necessárias à transição energética.
Segundo a CE, alcançar a meta de 46% de eletrificação poderá reduzir em cerca de 260 mil milhões de euros por ano, até 2040, os custos da União Europeia com a importação de combustíveis fósseis.
No discurso, von der Leyen deu ainda como exemplo a cooperação energética entre a União Europeia e a Noruega, destacando projetos de captura e armazenamento de dióxido de carbono (CO2). A responsável defendeu que a cooperação entre os países europeus será essencial para desenvolver novas tecnologias, reduzir emissões e reforçar a competitividade da indústria europeia.
“Temos de garantir que a próxima geração de tecnologias limpas não seja apenas utilizada na Europa, mas também concebida e produzida aqui”, afirmou.
A ONS 2026 decorre entre 24 e 27 de agosto, em Stavanger, reunindo o setor energético internacional para debater temas como geopolítica, segurança energética e alterações climáticas.
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