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Gaia aposta em tecnologia RFID para recolha de biorresíduos
A Águas de Gaia lançou um concurso público de 1,615 milhões de euros para a aquisição de abrigos e contentores de biorresíduos, incluindo 4500 equipamentos com identificação eletrónica RFID.
24 Ago 2026 - 06:26
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Foto: Magnific
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Os municípios portugueses continuam a apostar no reforço do investimento na recolha e gestão de biorresiduos. A Águas de Gaia que lançou um concurso público com um preço base de 1,615 milhões de euros para a aquisição de equipamentos destinados à recolha de biorresíduos no concelho de Vila Nova de Gaia.
O município vai apostar também na tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID, na sigla inglesa) para essa recolha, à semelhança do que já acontece, por exemplo, no Município de Oeiras, que recorre, para além do sistema de sacos verdes, ao sistema de deposição seletiva em equipamentos específicos para biorresíduos, instalados na via pública, através da utilização de cartão RFID.
Estes dispositivos permitem a identificação eletrónica dos contentores, contribuindo para uma gestão e monitorização mais eficazes da recolha.
No caso da iniciativa em Gaia, o procedimento prevê a aquisição de equipamentos distribuídos por três lotes, sendo o maior, no valor de 1,11 milhões de euros, destinado ao fornecimento de abrigos para contentores de biorresíduos. De acordo com o caderno de encargos consultado pelo Jornal PT Green, este primeiro lote prevê o fornecimento de 3.700 abrigos para contentores de biorresíduos.
Já o segundo lote, com um preço base de 280 mil euros, inclui 4500 contentores com diferentes capacidades (360, 240 e 120 litros), que estarão equipados com identificadores eletrónicos RFID. Os identificadores terão um número único e inalterável e não necessitarão de alimentação interna de energia, permitindo a gestão informatizada dos contentores pela Águas de Gaia. Os equipamentos deverão ainda cumprir requisitos específicos de resistência, segurança e identificação, incluindo tampa com pedal lateral, duas rodas e sistema de insonorização do fecho.
Quanto ao terceiro lote, avaliado em 225 mil euros, este prevê o fornecimento de 150 mil contentores de sete litros, destinados à deposição de biorresíduos.
O concurso integra uma estratégia de redução dos impactos ambientais e aplica critérios de contratação pública ecológica da União Europeia e nacionais. O anúncio indica ainda que os três lotes beneficiam de fundos europeus.
Este investimento surge no âmbito da estratégia nacional de gestão de biorresíduos. Recorde-se que esta recolha seletiva passou a ser obrigatória em Portugal a partir de 31 de dezembro de 2023, na sequência das metas europeias para a separação e valorização dos resíduos orgânicos. Recentemente, têm sido várias as autarquias ou empresas municipais a anunciarem investimentos para implementarem a gestão de biorresíduos na sua região, como foi o caso de Beja, Cascais, Setúbal e o Algarve.
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