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ERSUC assume constrangimentos na recolha de resíduos no litoral Centro
A posição da empresa surge algumas semanas depois de a Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra ter criticado as falhas recorrentes da ERSUC na recolha de resíduos.
21 Ago 2026 - 19:02
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A ERSUC reconheceu hoje a existência de constrangimentos na recolha de resíduos em algumas zonas da sua área de intervenção, apesar do plano de reforço operacional colocado em marcha no início em julho, especialmente nos concelhos da faixa litoral.
Num comunicado enviado à agência Lusa, a empresa responsável pelo Sistema Multimunicipal de Triagem, Recolha Seletiva, Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos de 36 municípios dos distritos de Coimbra, Aveiro e Leiria afirmou que tem acompanhado “de forma permanente” os níveis de serviço, ajustando a resposta operacional às diferentes realidades dos territórios que serve.
A posição da empresa surge algumas semanas depois de a Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra ter criticado as falhas recorrentes da ERSUC na recolha de resíduos, com contentores cheios e municípios a terem de se substituir ao operador.
De acordo com a ERSUC, as falhas vêm ocorrendo no período de verão, “que representa, tradicionalmente, um momento de maior pressão sobre os sistemas de gestão de resíduos urbanos, em particular nos territórios com maior afluência sazonal de residentes e visitantes”.
“Este aumento da população representa um acréscimo da produção de resíduos e uma maior exigência sobre as infraestruturas e serviços de recolha”, acrescentou.
Segundo a empresa, para responder a essa realidade foi implementado, no início de julho, um plano de reforço operacional direcionado especialmente para os concelhos da faixa litoral, “com o objetivo de prevenir situações de acumulação de resíduos nos ecopontos, melhorar os níveis de limpeza e assegurar o encaminhamento para reciclagem de maiores quantidades de resíduos”.
“Paralelamente, a empresa tem vindo a introduzir diversas medidas de otimização operacional, incluindo a implementação progressiva de rotas dinâmicas na recolha seletiva, a instalação de sensores de enchimento em novos equipamentos e tem prevista a aquisição de 1.000 ecopontos (3.000 contentores) correspondente a um incremento de 15%, em 2027”, informou.
Apesar dessas medidas, a empresa admite que “verificam-se ainda algumas situações que requerem intervenção e regularização”, assegurando que “continua a desenvolver todos os esforços para minimizar estes constrangimentos, através do reforço das equipas e da implementação de planos específicos de regularização da operação”.
“Para recuperar atrasos que se verifiquem em determinadas zonas, bem como, assegurar que no futuro próximo estes constrangimentos não se repetem”, referiu.
No comunicado, revelou ainda que os dados os primeiros sete meses de 2026 evidenciam “uma evolução positiva na recolha de recicláveis, com um aumento de 5% no papel e cartão e de 4% nas embalagens de plástico e metal”.
“Estes resultados demonstram que, apesar dos desafios operacionais verificados em alguns momentos e territórios, foi possível assegurar o encaminhamento crescente de resíduos para reciclagem”, sustentou.
A ERSUC comprometeu-se também a continuar a melhorar o desempenho da recolha seletiva e a qualidade do serviço prestado, “prosseguindo igualmente o investimento na modernização da operação e na adoção de novas soluções tecnológicas que permitam responder de forma cada vez mais eficiente às necessidades dos municípios e das populações”.
Para tal, indicou ter iniciado, em conjunto com os municípios, um trabalho integrado de identificação dos investimentos a realizar no triénio de 2028-30, “com vista ao cumprimento das metas ambientais e dos níveis de serviço que são exigidos”.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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