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Energia solar na UE poupou €110 milhões por dia em importações de gás evitadas desde o início da guerra no Médio Oriente

Úrsula von der Leyen destaca necessidade de mais armazenamento e redes mais fortes e inteligentes para promover a energia solar na Europa. Em 10 anos, a capacidade instalada aumentou 16 vezes.

05 Mai 2026 - 16:15

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Ursula Von der Leyen | Foto: Comissão Europeia

Ursula Von der Leyen | Foto: Comissão Europeia

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta terça-feira que a energia solar tem sido um pilar essencial para reforçar a independência energética da União Europeia (UE), permitindo poupanças diárias de cerca de 110 milhões de euros em importações de gás desde o início da guerra no Médio Oriente.

A declaração foi feita na abertura da cimeira SolarPower Summit, que decorre a 5 e 6 de maio em Bruxelas, onde destacou o crescimento acelerado do setor na última década. “O crescimento do setor ao longo da última década é verdadeiramente notável”, afirmou, sublinhando que a capacidade instalada passou de 4 gigawatts em 2016 para mais de 65 gigawatts no último ano, um aumento de 16 vezes.

Von der Leyen assinalou ainda um marco histórico recente: “Em junho passado, a energia solar tornou-se, pela primeira vez, a maior fonte de eletricidade na UE.” Para a responsável, este resultado demonstra “o que é possível quando inovação, investimento e vontade política se conjugam”.

Além do impacto ambiental, a presidente da Comissão Europeia enfatizou os ganhos económicos e estratégicos da transição energética. “Isto prova o que já sabíamos — a energia limpa produzida internamente é vital para a nossa independência estratégica”, disse, alertando que a dependência de combustíveis fósseis importados continua a representar uma vulnerabilidade para o bloco europeu.

Apesar dos avanços, Von der Leyen reconheceu que persistem desafios estruturais, sobretudo ao nível das infraestruturas. “Por vezes produzimos seis vezes mais energia renovável do que a rede consegue absorver”, afirmou, defendendo a necessidade urgente de investimento em redes elétricas mais robustas, sistemas de armazenamento e maior flexibilidade energética.

Nesse sentido, destacou iniciativas europeias em curso, incluindo um pacote de apoio ao setor das baterias, com um investimento de 1,5 mil milhões de euros, bem como medidas para acelerar interligações energéticas entre Estados-membros e reduzir estrangulamentos na rede.

A líder europeia sublinhou também a importância de desenvolver uma cadeia de valor industrial própria. “Estas tecnologias têm de ser desenvolvidas e fabricadas na Europa”, afirmou, apontando para a necessidade de proteger o setor face à concorrência global, “intensa e, por vezes, desleal”.

Para responder a estes desafios, a Comissão Europeia avançou com medidas como o Ato de Aceleração Industrial, que visa simplificar processos de licenciamento e introduzir critérios de produção europeia e baixo carbono na contratação pública.

A concluir, Von der Leyen apelou à continuidade do esforço conjunto no setor: “A última década foi notável para a energia solar. Agora, temos de aproveitar este impulso em conjunto, para fornecer energia limpa e acessível em grande escala, e continuar a demonstrar que pode ser produzida aqui, na Europa”, finalizou no seu discurso.

 

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