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UE está a preparar-se para eventual escassez de combustível
Comissário Europeu reitera que “é muito cedo” para para dizer quando a situação será normalizada. E mesmo que isso aconteça, “na melhor das hipóteses, a situação é muito grave”.
05 Mai 2026 - 14:54
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Dan Jørgensen, comissário da Energia e Habitação | Foto: Parlamento Europeu
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Dan Jørgensen, comissário da Energia e Habitação | Foto: Parlamento Europeu
O comissário europeu para a Energia afirmou nesta terça-feira que, por enquanto, não há problemas de abastecimento de hidrocarbonetos na UE devido ao bloqueio do estreito de Ormuz, mas acrescentou que a UE está a preparar-se para uma possível escassez.
“Continuamos a preparar-nos para uma situação em que possam surgir problemas de segurança do abastecimento. Ainda não chegámos a esse ponto, mas pode acontecer, especialmente no que diz respeito ao querosene [combustível derivado do petróleo utilizado na aviação]” afirmou Dan Jørgensen em declarações à imprensa após receber em Bruxelas o ministro da Energia da Moldávia, Dorin Junghietu.
“Esperamos não chegar a esse ponto, mas estamos a preparar-nos (…), a esperança não é uma estratégia”, acrescentou o social-democrata dinamarquês.
“Muito cedo para dizer quando voltaremos a uma situação normal” salientou o comissário, acrescentando que, mesmo que isso aconteça, “na melhor das hipóteses, a situação é muito grave”, porque alguns dos danos nas infraestruturas energéticas no Golfo Pérsico, especialmente no Qatar, levarão anos a recuperar.
“O mundo enfrenta aquela que é provavelmente a crise energética mais grave da história, uma crise que está a por à prova a resiliência das economias, das sociedades e das nossas alianças”, afirmou Jørgensen, que elevou para 30.000 milhões de euros o montante adicional gasto na compra de combustíveis fósseis “sem receber qualquer fornecimento extra”.
Para além de mitigar a volatilidade a curto prazo, o comissário insistiu que, a longo prazo, a União Europeia (UE) deve acelerar os esforços para “construir uma resiliência duradoura através de interligações mais sólidas, uma maior diversificação, a expansão das energias limpas e uma integração mais profunda do mercado”.
O alto funcionário comunitário concluiu que a “lição crucial” da crise do Ormuz é que “a dependência energética não é apenas uma questão económica, mas também uma vulnerabilidade estratégica”.
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